No primeiro turno da eleição presidencial de 2026, realizado neste domingo (4), o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, recebeu 3.379.966 votos a menos do que obteve em 2022. A perda mais expressiva aconteceu justamente nos dois maiores colégios eleitorais do país: São Paulo e Minas Gerais.
Com 99,9% das urnas apuradas, o petista somava 53.879.538 votos (45,16%), contra 56.104.503 (47,03%) de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Quatro anos atrás, quando disputou com Jair Bolsonaro, pai do rival, Lula havia terminado o primeiro turno na liderança, com 57.259.504 votos — 48,43%, contra 43,2% do então presidente.
Onde Lula recuou
São Paulo foi o estado com o maior recuo do petista: 984.619 votos a menos em relação a 2022. Em seguida aparece Minas Gerais, com queda de 613.635. Somados, os dois estados concentram 31,8% do eleitorado brasileiro. A terceira maior perda foi registrada no Rio Grande do Sul, com 511.913 votos a menos — o estado é o sexto maior colégio eleitoral do país, com 5,37% dos eleitores.
Nos três estados, as disputas pelo governo foram definidas ainda no primeiro turno, e os vencedores fazem oposição ao governo federal. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) venceu com 62,65% dos votos, contra 36,42% de Fernando Haddad (PT). Em Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos) obteve 55,40%, ante 26,34% de Petrus Ananias (PT). No Rio Grande do Sul, Zucco (PL) foi eleito com 58,05%, contra 34,65% de Juliana Brizola (PDT).
Lula também teve menos votos do que em 2022 na Bahia, no Rio de Janeiro e no Paraná, que figuram entre os maiores colégios eleitorais do país.
Onde o petista cresceu
Na ponta oposta, o estado em que Lula mais avançou em relação ao primeiro turno de 2022 foi o Amazonas — mas com ganho modesto: 27.312 votos a mais. Na sequência vêm Sergipe, com saldo positivo de 27.303, e o Distrito Federal, com 26.093.
O resultado no DF, porém, não foi suficiente para colocar o petista à frente de Flávio Bolsonaro na região. O mesmo ocorreu em Roraima e no Acre, estados tradicionalmente bolsonaristas nos quais o presidente, ainda assim, melhorou seu desempenho em comparação a 2022.
