Lionel Messi veste a camisa da Argentina pela última vez nesta terça-feira, 6. O adversário é o Benim, em amistoso marcado para as 20h (horário de Brasília), no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Depois do vice da Copa do Mundo e da morte do pai, o craque confirmou o fim do ciclo com a Albiceleste, seleção que defendeu por 21 anos.
A despedida, porém, não é inédita. O jogador mais vitorioso da história do futebol já havia anunciado saída da seleção em meio a uma fase ruim. No dia 26 de junho de 2016, Messi foi categórico: “Acabou a seleção para mim”. A fala veio no calor do momento, mas o contexto pesava: era o quarto vice pela equipe nacional, somado a desavenças com a Associação de Futebol Argentina (AFA).
Final contra o Chile e o pênalti perdido
Naquele ano, a Argentina chegou à segunda final consecutiva de Copa América contra o Chile. Um ano antes, havia perdido a decisão nas penalidades para o mesmo adversário, no estádio Nacional, em território chileno. O roteiro se repetiu no estádio entre Nova York e Nova Jersey: 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.
De novo, o campeão continental saiu das cobranças de pênalti. Em 2015, Messi fora o único a converter entre os argentinos na derrota por 4 a 1. Em 2016, ele isolou a bola da marca da cal, e a Albiceleste perdeu por 4 a 2. Os chilenos ficaram com a taça, e o camisa 10 alcançou o quarto vice pela Argentina sem nenhum título: além das duas Copas América seguidas, havia ficado em segundo na edição de 2007 e na Copa do Mundo de 2014.
Ainda no gramado norte-americano, o craque anunciou a saída. “No vestiário pensei que acabou para mim a seleção, não é para mim. É o que sinto agora, é uma tristeza grande que volto a sentir. Foram quatro finais, infelizmente não consegui. Era o que mais desejava. É para o bem de todos. Por mim e por todos”, declarou à época.
A volta e a sequência de títulos
Para alívio do torcedor argentino, a “aposentadoria” durou pouco. Dois meses depois, Messi recuou e garantiu que seguiria defendendo as cores da seleção — e o resto é história.
O astro ainda amargou um terceiro lugar na Copa América de 2019, vencida pelo Brasil. Dois anos mais tarde, porém, chorou de felicidade no Maracanã: enfim conquistou o primeiro título pela seleção, em solo brasileiro. Um ano depois, veio a glória máxima, com o troféu mundial no Catar, e em 2024 repetiu a dose no continental.
Na Copa do Mundo de 2026, ficou novamente com o vice, após derrota para a Espanha na final — no mesmo estádio onde, dez anos antes, havia anunciado a “primeira aposentadoria”.
Longe dos fantasmas de Nova York e Nova Jersey, Messi encerra o ciclo em casa, diante do povo argentino no Monumental de Nuñez.
