Bruna e Malévola estão presas no Egito sob acusações de atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes. O caso vem ganhando repercussão e mobilizando pessoas próximas às duas detidas.
Relato de quem acompanha o caso
Uma amiga de Malévola relatou as condições enfrentadas pelas duas desde a detenção. Segundo o relato dela, as duas não receberam comida nem água durante o período em que estiveram sob custódia. A declaração foi feita ao relatar a situação vivida pelas amigas no país estrangeiro.
As acusações
As acusações que fundamentaram a prisão são três: atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes. Trata-se de tipificações previstas na legislação egípcia, que é marcada por um conjunto de normas voltadas à chamada moral pública e à proteção dos valores familiares no país.
O Egito costuma aplicar com rigor leis ligadas a condutas consideradas ofensivas ao pudor em espaços públicos. Estrangeiros detidos sob esse tipo de acusação frequentemente enfrentam processos que se estendem por longos períodos, com tramitações que envolvem autoridades locais e, em muitos casos, a atuação de consulados dos países de origem dos detidos.
Situação das detidas
Até o momento da publicação desta reportagem, não há informações oficiais sobre o estágio do processo judicial das duas brasileiras nem sobre eventuais providências diplomáticas em andamento. O que se sabe, até agora, é o que foi relatado por pessoas próximas, como a amiga de Malévola, que denunciou a falta de comida e de água durante a detenção.
O Ultimo Post acompanha o desdobramento do caso e manterá esta reportagem atualizada à medida que novas informações sejam confirmadas por fontes oficiais ou por pessoas próximas das detidas.
Denúncias sobre condições inadequadas de detenção em unidades do Egito não são raras e costumam chamar a atenção de organismos de direitos humanos, que monitoram situações de estrangeiros presos no país. No caso de Bruna e Malévola, o relato da ausência de comida e de água se soma às acusações formais que motivaram a prisão das duas.