Aliança do Centrão é reeditada para o pleito de fevereiro

Parte das legendas que compuseram o bloco do Centrão, articulação responsável pela eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados, declarou nesta quarta-feira (14) que pretende manter a união partidária para o novo pleito, marcado para fevereiro do próximo ano.

Em declaração conjunta, as siglas afirmaram que seguirão unidas também na escolha da próxima Mesa Diretora e garantiram que o atual presidente da Casa conta com o respaldo do grupo para articular a própria continuidade no comando da Câmara.

“O bloco também caminhará unido na eleição da Mesa Diretora do próximo ano. O presidente Hugo Motta terá nosso apoio para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição à Presidência da Câmara dos Deputados”, declararam os partidos.

Disputa bienal e base original de 2025

Os cargos da Mesa Diretora da Câmara são disputados a cada dois anos. O colegiado é responsável por conduzir os trabalhos legislativos da Casa e reúne cargos como a presidência, a vice-presidência e as secretarias. Em 2025, Motta foi eleito para o comando da Câmara com o apoio de 18 partidos, número superior ao das dez agremiações que, agora, se anteciparam ao debate sucessório.

Desta vez, dez dessas legendas anunciaram o desejo de permanecer unidas e de sustentar a reeleição do deputado federal paraibano. São elas: o Republicanos, partido do presidente; a federação formada por União Brasil e PP; o PSD; o MDB; o Podemos; a federação composta por PSDB e Cidadania; e a federação formada por Solidariedade e PRD.

Os outros oito partidos que integraram a coalizão vencedora de 2025 não aparecem na lista divulgada nesta semana. Até o momento, portanto, dez das 18 legendas originais já declararam publicamente apoio à continuidade de Motta.

Antecipação em relação ao PL

Ao selar o compromisso nesta etapa, o Centrão se adianta a movimentações de outras forças políticas, entre elas o PL, sobre a composição da próxima Mesa Diretora. Segundo as legendas, o objetivo é abrir o diálogo em busca de convergência e unidade em torno do nome do atual presidente.

A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para fevereiro do próximo ano, quando os deputados vão definir os integrantes do colegiado que comandará os trabalhos da Casa pelos próximos dois anos. Até lá, o grupo afirmou que seguirá articulando para manter a coesão do bloco que garantiu a vitória de Motta em 2025.