O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) Wagner de Campos Rosário é apontado nos bastidores como candidato a uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a eleição que será decidida neste domingo (25).

Rosário conta com o respaldo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para articular esse movimento.

O TCU deve ter uma vaga aberta a partir de dezembro, quando o ministro Augusto Nardes se aposentar.

Nascido em Juiz de Fora (MG), Rosário tem planos de voltar a Brasília, cidade onde sua família segue morando. Foi na capital federal que ele ocupou o posto de ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), nos governos de Michel Temer (MDB) e de Jair Bolsonaro (PL).

Em 2023, Rosário se transferiu para São Paulo após ser convidado para comandar a Controladoria-Geral do Estado no governo Tarcísio. Mais tarde, acabou escolhido pelo governador para integrar o TCE-SP.

A relação entre os dois vem de longa data: Tarcísio e Rosário são amigos e foram colegas de turma na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).

Caso a mudança de Rosário para o TCU se confirme, o nome mais forte para sucedê-lo no Tribunal de Contas do Estado é o de Arthur Lima, que foi secretário da Casa Civil na gestão Tarcísio.

O desfecho da eleição deste domingo, portanto, pode redesenhar o tabuleiro político-institucional envolvendo os tribunais de contas, com reflexos diretos na composição do TCU e na vaga que Rosário deixaria em São Paulo.