A Justiça Eleitoral anunciou, nesta quarta-feira (21), alterações nos locais de votação de duas zonas eleitorais em João Pinheiro e Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, válidas para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25). Mesmo quem votou normalmente no primeiro turno deve conferir o endereço novamente antes de sair de casa.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), as mudanças afetam 2.631 eleitores nas duas cidades. O maior impacto ocorre em Paracatu, com 2.370 eleitores atingidos, enquanto em João Pinheiro são 261.

A consulta ao local de votação pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o tribunal, as alterações feitas pelos cartórios eleitorais aparecem imediatamente nesses canais.

Novos endereços por cidade

Distrito de Santa Luzia, em João Pinheiro: eleitores que votavam na Unidade Básica de Saúde passam a votar no Salão da Associação Comunitária, localizado na praça Teófilo Braz Moreira, nº 21. A mudança envolve as seções 88 e 89 (agregadas), da zona eleitoral 151. O motivo apontado é que o novo local conta com melhor infraestrutura.

Paracatu: quem votava na Escola Estadual Olindina Loureiro passa a votar na Escola Municipal Joaquim Botelho, na travessa Marquês de Pombal, nº 426, bairro JK. A alteração alcança as seções 91, 92, 174, 218, 237, 146 e 196, da zona eleitoral 203. Segundo a Justiça Eleitoral, a escola estadual foi interditada por causa de problemas no telhado.

Seções na UFU seguem sem alteração

As seções eleitorais instaladas no campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) que não possuem acessibilidade não foram alteradas. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, um idoso e uma mulher que usava muletas precisaram subir pelas escadas para votar, já que o elevador do Bloco 5O estava interditado. Relatos de pessoas presentes no local indicam que outros eleitores também enfrentaram dificuldades de acesso.

Em nota na ocasião, a UFU afirmou que havia comunicado previamente à Justiça Eleitoral as condições de acessibilidade dos locais e recomendou rever a alocação de seções, eleitores e mesários com deficiência ou mobilidade reduzida, reafirmando seu compromisso com a acessibilidade.