A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) registrará um crescimento de 50% no número de mandatos LGBTQIA+ a partir de 2027. O total passará de seis, nas eleições de 2022, para nove, somando candidaturas individuais e mandatos coletivos que contam com integrantes da comunidade.

Do total, sete cadeiras foram conquistadas por candidatos que se declaram individualmente como LGBTQIA+. Os outros dois são mandatos coletivos, formato em que uma mesma cadeira é ocupada por um grupo de pessoas — e, nesses casos, há integrantes LGBTQIA+ entre as codeputadas que participam do mandato.

Quem são os eleitos

Sofia Favero (PSol): mulher trans, psicóloga, doutora em Psicologia, escritora e ativista. Foi a terceira candidata mais votada para a Alesp, com 407.773 votos.

Ediane Maria (PSol): bissexual, mulher negra, mãe de quatro filhos e trabalhadora doméstica. Eleita pela primeira vez em 2022, agora conquistou a reeleição.

Duda Hidalgo (PT): bissexual, advogada, era vereadora de Ribeirão Preto antes de chegar à Assembleia.

Thainara Faria (PT): bissexual, foi reeleita deputada estadual.

Douglas Garcia (União Brasil): homem gay, retorna à Alesp após exercer mandato entre 2019 e 2023.

Thammy Miranda (PSD): homem trans, vereador de São Paulo e filho da cantora Gretchen.

Keit Lima (PSol): bissexual, formada em Direito e Administração, foi eleita vereadora em 2024 antes de conquistar uma cadeira no Legislativo estadual.

Mandatos coletivos

Além das sete candidaturas individuais, dois mandatos coletivos têm integrantes LGBTQIA+ em sua composição. A Bancada Feminista (PSol) é formada por seis mulheres e conta com a participação de Paula Nunes, advogada criminalista e bissexual. Já o Movimento Pretas (PSol) reúne cinco mulheres pretas e inclui Letícia Chagas, advogada e mestranda em Direito pela USP, também bissexual.

Cenário de 2022

Nas eleições de 2022, a Alesp elegeu seis candidaturas ou mandatos classificados como LGBTQIA+. Eram quatro parlamentares eleitos individualmente — Ediane Maria (PSol), Thainara Faria (PT), Leci Brandão (PCdoB) e Guilherme Cortez (PSol) —, além dos dois mandatos coletivos do PSol.

Em 2026, Ediane e Thainara seguiram na Assembleia. Cortez deixou a disputa estadual para concorrer à Câmara dos Deputados, onde conquistou uma cadeira de deputado federal. Leci Brandão, por sua vez, não conseguiu a reeleição.