O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, deverá prestar depoimento à polícia após ser flagrado levando aparelhos de celular à cabine de votação durante o pleito. A medida foi determinada após a divulgação do caso, que gerou repercussão e questionamentos sobre o descumprimento das regras eleitorais.
Além da convocação do governador, a Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou que os mesários que atuavam na seção eleitoral onde Zema votou também sejam ouvidos. O objetivo é esclarecer se houve fiscalização adequada no local e se houve, de fato, registro de imagens durante o momento do voto.
Investigação em andamento
As apurações buscam verificar possíveis irregularidades cometidas no interior da cabine de votação, ambiente no qual é vedado o uso de celulares ou qualquer dispositivo capaz de captar imagens. A normativa visa garantir o sigilo do voto e impedir que eleitores registrem suas escolhas, prática que pode configurar compra de votos ou coerção eleitoral.
O depoimento do governador e a oitiva dos mesários integram as diligências solicitadas para o esclarecimento do episódio. A Justiça Eleitoral pretende apurar se a equipe responsável pela seção adotou os procedimentos de fiscalização previstos e se houve falha no controle de entrada de objetos proibidos na cabine.
Próximos passos
Com a determinação da Justiça Eleitoral, a polícia deverá colher os depoimentos das pessoas envolvidas para compor o expediente investigativo. As declarações do governador e dos mesários serão analisadas para verificar se houve infração às normas eleitorais e eventuais consequências jurídicas do ato.
O caso segue em apuração, e novas medidas podem ser determinadas conforme o andamento das investigações. O episódio chamou atenção por envolver o chefe do Executivo estadual em um momento sensível do processo eleitoral, no qual as regras de conduta dentro das seções de votação são rigorosamente estabelecidas pela legislação.