Um levantamento do instituto Quaest divulgado no mês passado revelou que sete em cada dez brasileiros têm a percepção de que a violência cresceu de forma expressiva. Além disso, dois em cada três entrevistados consideram que os criminosos estão recebendo menos punição do que deveriam.
Esses números ajudam a entender por que a segurança pública se tornou um dos assuntos mais recorrentes na disputa eleitoral — e ganharam ainda mais destaque nos dias recentes.
Debates no Congresso e declarações presidenciais
Na semana passada, o Senado levou à plenário a discussão da PEC da Segurança Pública. No mesmo período, o presidente Lula (PT), em conversa com a TV Globo, declarou pela primeira vez apoio à redução da maioridade penal. A medida também é defendida pela oposição, embora com formulações distintas das apresentadas pelo governo.
Identificação de munições entra na pauta
Outro ponto passou a integrar o debate público após uma entrevista de Flávio Bolsonaro (PL): um projeto de lei que propõe o fim da identificação de munições. A proposta reacendeu a discussão sobre o controle e o rastreamento de armas e munições no país.
Percepção de insegurança orienta o debate
A combinação entre a pesquisa de opinião, as movimentações no Legislativo e as declarações de lideranças políticas mostra que o tema deve permanecer no centro da campanha eleitoral nos próximos dias.
Convidado: Roberto Uchôa, pesquisador da Universidade de Coimbra e associado sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que atuou como policial federal e civil no Rio de Janeiro.
O podcast O Assunto tem produção de Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann, com apresentação de Natuza Nery.
