Mais de 918 mil eleitores transferiram o título para votar no exterior nas eleições de 2026. O contingente se aproxima de 1 milhão de brasileiros que vivem fora do país e foram às urnas no domingo de votação, no mesmo dia em que o pleito ocorreu em todo o território nacional.

Estados Unidos e Portugal lideram

Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros que votam de fora do país, seguidos por Portugal. Os dois países aparecem no topo da lista por abrigarem comunidades expressivas de brasileiros, o que se reflete no volume de títulos transferidos para seções eleitorais em consulados e embaixadas.

A concentração em território americano e português acompanha o perfil da migração brasileira das últimas décadas. O eleitorado externo, no entanto, está espalhado por diversas outras nações, o que exige da Justiça Eleitoral uma estrutura adaptada a fusos horários e realidades locais bastante distintas.

Como funciona a votação no exterior

Para votar de fora do Brasil, o eleitor precisa transferir o título para a seção eleitoral do consulado ou da embaixada em que reside. O procedimento é organizado pela Justiça Eleitoral em conjunto com as representações diplomáticas brasileiras e segue prazos definidos para cada eleição.

No exterior, o voto do eleitorado brasileiro vale apenas para a disputa presidencial. Dessa forma, os mais de 918 mil eleitores que compareceram às urnas fora do país escolheram somente o ocupante do cargo máximo do Executivo, sem participar da escolha de governadores, senadores e deputados.

Um domingo de votação pelo mundo

As seções eleitorais no exterior funcionaram no mesmo domingo em que os eleitores no Brasil foram votar. A mobilização envolveu representações diplomáticas em diferentes continentes e garantiu que a comunidade brasileira fora do país participasse do pleito de 2026 no mesmo dia em que o restante do eleitorado.

Os votos registrados fora do país integram a apuração da disputa presidencial, somados ao total apurado nas seções eleitorais do território nacional.

O número de participantes reforça o peso da comunidade brasileira residente no exterior no processo eleitoral. Ainda assim, o contingente externo é pequeno diante do eleitorado total do país, cuja votação se concentra em solo brasileiro.