O diretor Rodrigo França afirmou que um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria livre de qualquer suspeita de corrupção se fosse produzido com recursos da lei Rouanet. A declaração foi dada durante participação no programa Conversa Bem Viver.
“Se filme do Bolsonaro fosse pela lei Rouanet, seria impossível corrupção”, sintetizou França, ao comentar a produção dedicada ao ex-presidente. Para ele, o desenho da lei de incentivo à cultura inviabilizaria qualquer tipo de desvio na execução dos recursos.
Musical sobre Jorge Aragão
No campo da música, França comanda a preparação de um musical dedicado à biografia de Jorge Aragão. A montagem tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2027 e vai levar aos palcos a trajetória do sambista.
Um dos nomes mais reconhecidos do samba brasileiro, Jorge Aragão construiu carreira como compositor e intérprete ao longo de décadas, com canções que se consolidaram como clássicos do gênero. Entre seus sucessos mais conhecidos estão “Vou Festejar” e “Tudo Vou Fazer de Novo”, presentes até hoje no repertório de rodas de samba e de grandes nomes da música popular.
O debate sobre a Rouanet
A lei Rouanet é o principal mecanismo federal de incentivo à cultura no Brasil. Por meio dela, pessoas físicas e jurídicas podem destinar parte do imposto devido a projetos culturais aprovados pelo poder público. A legislação costuma figurar no centro de controvérsias: há quem questione o direcionamento de recursos públicos, enquanto defensores do instrumento destacam as regras de transparência e a prestação de contas obrigatória como garantias contra irregularidades.
É nesse contexto que se insere a fala de Rodrigo França. Ao citar o projeto sobre Bolsonaro, o diretor se posicionou contra a leitura de que a lei de incentivo abriria espaço para fraudes, sustentando que o acompanhamento dos recursos torna práticas desse tipo impossíveis.
Enquanto o musical sobre Jorge Aragão segue em fase de preparação, com estreia projetada para o primeiro semestre de 2027, o diretor também se torna voz ativa no debate sobre o financiamento da produção cultural no Brasil.