PT mantém ato apesar de veto
O PT confirmou a realização de uma caminhada com o presidente Lula e o ex-ministro Fernando Haddad neste sábado (3), pela manhã, com passagem por um trecho da avenida Paulista, em São Paulo. A decisão foi mantida mesmo depois de o prefeito Ricardo Nunes (MDB) vetar o uso da via para o evento.
A proibição foi justificada pela Prefeitura com base em uma determinação do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo). Segundo relatos de aliados, Nunes disse ter visto na atitude dos petistas uma provocação.
Reunião com órgãos de trânsito e segurança
A assessoria da campanha de Haddad informou que participou, nesta quarta-feira (30), de reunião com a Subprefeitura da Sé, responsável pela região da Paulista, além da Guarda Civil Metropolitana, da CET e da Polícia Militar. Segundo a campanha, todos teriam se comprometido a adotar as medidas necessárias para a realização do ato.
Em convite divulgado pelo WhatsApp, o PT informou que a caminhada começará às 10h, na esquina da avenida Paulista com a alameda Ministro Rocha Azevedo. Após percorrer duas quadras na via, a militância seguirá pela rua Augusta até a praça Roosevelt, onde será montado palco com carro de som. A expectativa é reunir 15 mil pessoas.
Restrição vale para datas de votação
Na terça-feira (29), porém, a Prefeitura havia comunicado ao partido que o TRE-SP pediu que a avenida Paulista não seja bloqueada nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro — datas do primeiro turno, do segundo turno e de suas vésperas.
Em nota, a gestão municipal afirmou que o objetivo da medida é evitar “qualquer tipo de obstrução ao acesso e à circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas”.
Além do ato de sábado, o PT também havia informado à Prefeitura que, no domingo, ocuparia parte da avenida Paulista, em frente ao Masp, entre 17h e 22h, durante a apuração do primeiro turno. A estimativa de público para esse evento é de 10 mil pessoas.
