PF pede prorrogação de inquéritos envolvendo Lulinha
A Polícia Federal (PF) requereu a prorrogação dos inquéritos que apuram a suspeita de tráfico de influência no governo federal atribuída ao empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo. O g1 afirmou que procurou as defesas dos envolvidos e aguarda posicionamento.
Pedidos encaminhados ao STF
Os requerimentos para estender os prazos das investigações foram dirigidos ao ministro André Mendonça, relator dos casos no Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, o gabinete do ministro ainda não examinou as solicitações, porque os casos Master e INSS encontram-se paralisados na Presidência do STF desde setembro.
Enquanto os processos permanecerem retidos na Presidência da Corte, não há previsibilidade sobre quando os pedidos de prorrogação serão analisados pelo relator.
Origem das apurações
As informações sobre Lulinha surgiram no âmbito das investigações da Operação Sem Desconto, que apura desvios envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A operação deu origem aos inquéritos que agora a PF busca manter em andamento por mais tempo. O objetivo da corporação é ampliar o prazo das apurações para aprofundar as diligências relacionadas à suspeita de que o filho do presidente teria usado suposta influência no âmbito do governo federal.
Próximos passos
Com os pedidos protocolados, o desfecho depende de uma definição da Presidência do STF sobre o retorno do andamento dos casos Master e INSS ao relator André Mendonça. Somente depois de desbloqueados os processos é que o ministro poderá se manifestar sobre a prorrogação dos inquéritos.
As defesas dos investigados ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o requerimento da PF. A apuração segue em curso, e novos desdobramentos devem ser divulgados conforme o avanço dos trabalhos da Polícia Federal e das decisões do Supremo Tribunal Federal.
