Geraldo Alckmin volta a compor a chapa presidencial encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva nas Eleições 2026, repetindo a dupla que conquistou a vitória no pleito de 2022. A manutenção do vice-presidente no posto mantém na disputa uma parceria formada por dois nomes que, no passado, foram adversários diretos.
Médico de formação, Alckmin construiu uma longa trajetória na política de São Paulo. Ao longo da carreira, foi prefeito, deputado, vice-governador e governador do estado em quatro mandatos — bagagem que ele leva agora para a corrida presidencial.
De rival a companheiro de chapa
A aproximação com Lula marcou uma guinada na carreira de Alckmin. Em 2006, quando ainda integrava o PSDB, ele enfrentou o petista no segundo turno da eleição presidencial daquele ano, em um embate direto pela Presidência da República.
Antes da virada, Alckmin tentou chegar ao Planalto por duas vezes, sempre na condição de concorrente. O rompimento com o PSDB veio depois, seguido da filiação ao PSB e da formação, ao lado de Lula, da chapa vencedora de 2022 — a mesma composição que reaparece agora, quatro anos depois, na disputa de 2026.
Dois cargos ao mesmo tempo
No governo atual, Alckmin acumula funções. Além do posto de vice-presidente da República, ele ocupa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, pasta que soma às atribuições políticas da vice-Presidência uma gestão executiva na área de indústria e comércio.
O acúmulo não é novidade em sua trajetória. A vivência no Executivo começou cedo, com passagens pelo governo municipal e estadual paulista, e agora se repete no plano federal, com a divisão da agenda entre a vice-Presidência e a pasta setorial.
Chapa reapresentada ao eleitorado
A repetição da dupla vencedora de 2022 ocorre em um pleito que segue para o segundo turno. No atual momento da disputa, a parceria entre o petista e o ex-tucano volta ao centro do debate eleitoral, com Alckmin levando à campanha a experiência construída em uma longa carreira na política paulista.
O retorno da composição de 2022, portanto, reedita a aliança entre partidos historicamente rivais e mantém na vice-Presidência um nome com passagem por duas candidaturas próprias à Presidência.