O presidente Lula utilizou um dos gritos mais conhecidos da torcida do Atlético-MG durante um ato realizado em Belo Horizonte para fazer um paralelo entre o futebol e a disputa eleitoral. Ao lembrar as viradas históricas do Galo na campanha do título da Copa do Brasil de 2014, o petista apelou à confiança dos presentes e afirmou acreditar em uma reversão de cenário nas urnas.
Grito de arquibancada ganha sentido político
O bordão “eu acredito”, consagrado pelos torcedores atleticanos nos momentos de adversidade, foi entoado pelo presidente como forma de mobilizar o público. A mensagem foi direta: assim como o time mineiro conseguiu reverter situações consideradas perdidas em 2014, ele defendeu que a disputa eleitoral também pode tomar outro rumo, desde que haja empenho e convicção por parte dos apoiadores.
A escolha do símbolo não foi por acaso. Ao mencionar as viradas do clube, Lula buscou estabelecer uma identificação imediata com o público mineiro, transformando uma memória marcante do futebol local em instrumento de discurso político. O episódio de 2014, quando o Atlético-MG conquistou a Copa do Brasil após viradas memoráveis, segue vivo na memória da torcida e serve de referência para narrativas de superação.
Ato em Belo Horizonte
O evento aconteceu na capital mineira e reuniu apoiadores do presidente. Durante a fala, Lula relembrou os feitos do Galo e conduziu o público ao grito coletivo de “eu acredito”, que foi repetido pelo público presente, transformando o ato em um momento de celebração e de apelo pela mobilização eleitoral.
A estratégia de incorporar elementos da cultura popular e do futebol aos comícios não é novidade na trajetória política do petista, que costuma explorar referências regionais para se aproximar das plateias. Em Minas Gerais, estado de peso decisivo em eleições nacionais, o apelo ao Atlético-MG funcionou como um recurso de conexão emocional com o eleitorado local.
Aposta na virada
Ao longo da fala, o presidente manteve o tom otimista e reafirmou a confiança na possibilidade de virada eleitoral. O paralelo com o futebol serviu para sintetizar a mensagem central do ato: assim como o Galo provou em campo que resultados adversos podem ser revertidos, Lula sustentou que a disputa nas urnas ainda está em aberto e depende da mobilização dos eleitores.
O uso do grito histórico da torcida atleticense encerrou o momento com forte carga simbólica, unindo paixão clubística e engajamento político em um mesmo gesto coletivo, diante do público reunido em Belo Horizonte.
