O presidente Lula (PT) está em fase de adaptação com o celular novo que ganhou — pelo menos é essa a imagem construída pelo deputado federal André Janones. Pouco antes de uma live transmitida em conjunto pelos canais de YouTube dos dois, o parlamentar compartilhou com os integrantes do grupo de WhatsApp Exército do Lula registros do petista, acompanhados de comentários sobre a suposta facilidade dele com o aparelho.
Na primeira publicação, Lula aparece comendo pão de queijo, com ar tranquilo. “Tranquilinho, comendo o pãozinho de queijo dele”, escreveu Janones ao divulgar a foto.
Na sequência, o deputado postou outra imagem, desta vez com o presidente olhando para a tela de um celular. “Danando porque eu mandei foto dele sem ele ver kkk”, comentou, para logo acrescentar: “Já aprendeu a mexer em tudo no celular kkk”.
iPhone no lugar do Samsung
As imagens, porém, guardam um detalhe: o aparelho que aparece nas fotos é um iPhone, enquanto o presente recebido por Lula foi um Samsung. Segundo o relato de Janones, o presidente já estaria dominando as funções do dispositivo que ganhou. Fica em aberto, portanto, saber se Lula utiliza um segundo celular ou se há outra explicação para a diferença entre o dispositivo fotografado e o presenteado.
Corrida por seguidores
Os registros foram divulgados momentos antes da transmissão ao vivo, exibida simultaneamente nos canais de YouTube de Lula e de Janones. A movimentação também contribuiu para aquecer o grupo Exército do Lula, no WhatsApp, administrado pelo parlamentar.
Janones definiu a meta de alcançar 10 milhões de seguidores no canal até o momento do debate presidencial. Por isso, até uma cena banal do chefe do Executivo saboreando pão de queijo acabou convertida em conteúdo para manter os apoiadores mobilizados.
Batizado de “general” do Exército do Lula, o parlamentar tem o hábito de repassar tarefas aos membros do grupo ao longo do dia. As instruções envolvem metas de compartilhamento de conteúdos e postagens no X, antigo Twitter, com hashtags previamente definidas e redivulgadas várias vezes no canal.
As mensagens ainda fixam horários para que os seguidores executem as tarefas, o que configura uma rotina organizada de mobilização digital em favor do presidente.