O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou nesta segunda-feira (5) apoio ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no segundo turno das eleições presidenciais. O anúncio foi feito por meio de uma nota e de um vídeo publicados nas redes sociais do político.
Os números do primeiro turno
Flávio Bolsonaro chega à etapa decisiva como o mais votado. Com 100% das urnas apuradas, o presidenciável do PL obteve 47,03% dos votos válidos, o equivalente a mais de 56 milhões de votos. Ele enfrentará Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, que registrou 53,8 milhões de votos e ficou com 45,15% dos válidos.
A diferença entre os dois candidatos foi de 1,88 ponto percentual dos votos válidos — o que corresponde a uma vantagem superior a 2 milhões de votos para o candidato do PL.
O que disse Temer
Ao justificar o posicionamento, Temer afirmou que o resultado do primeiro turno demonstrou que o eleitorado deseja “mudança” e “renovação”. Para o ex-presidente, esse movimento ficou evidente tanto na composição do Congresso quanto na força da candidatura que avançou à segunda fase da disputa na liderança.
“Renovação que apareceu fortemente na composição do Congresso e na força da candidatura à Presidência que chegou ao 2º turno em primeiro lugar. A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, declarou Temer, em trecho da mensagem divulgada.
Peso político do anúncio
A declaração ganha relevância pela trajetória de Temer na política brasileira. Ex-vice-presidente no governo de Dilma Rousseff, ele chegou ao comando do Executivo federal e foi o autor da indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O posicionamento de Temer reforça a articulação em torno da candidatura do PL rumo à decisão, que definirá o próximo ocupante do Palácio do Planalto.
No segundo turno, Flávio Bolsonaro buscará converter a liderança obtida no primeiro turno em vitória nas urnas. Lula, por sua vez, tentará reverter o cenário e assegurar um novo mandato à frente do Executivo federal.
