A senadora Tereza Cristina, do PP, afirmou que “gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado”. A parlamentar também disse que pretende apresentar emendas.
Posto nunca ocupado por uma mulher
O desejo manifestado remete a um marco inédito: como a própria expressão “primeira mulher” indica, o Senado Federal jamais foi comandado por uma representante do sexo feminino em toda a sua história. A presidência da Casa é um dos cargos mais influentes da política brasileira. Cabe ao ocupante do posto conduzir os trabalhos legislativos, pautar as votações e integrar a linha de sucessão da Presidência da República. Entre as matérias que passam pelo crivo do Senado estão medidas provisórias, indicações de autoridades e propostas de emenda à Constituição.
A fala de Tereza Cristina reacende, ainda, o debate sobre a presença feminina nos postos de comando do Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados, aliás, também jamais elegeu uma mulher para o posto máximo. A declaração da senadora, no entanto, não veio acompanhada de indicações sobre cronograma ou condições para uma eventual disputa pelo comando da Casa alta.
Emendas no radar
Além de falar sobre a ambição de presidir o Senado, a parlamentar informou que pretende apresentar emendas. Os dispositivos são instrumentos tradicionais de atuação no Legislativo: por meio deles, senadores e deputados propõem alterações em projetos de lei e em textos orçamentários em tramitação na Casa.
Trajetória
Tereza Cristina é senadora pelo Mato Grosso do Sul e ocupa uma cadeira na Casa alta do Congresso desde 2023, após a disputa eleitoral de 2022. A parlamentar está filiada ao PP. Antes de ingressar no Senado, foi ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entre 2019 e 2022, no governo do então presidente Jair Bolsonaro, cargo no qual ganhou projeção nacional e se tornou uma das figuras mais associadas ao agronegócio no Executivo. Ela também exerceu mandato como deputada federal pelo mesmo estado e é engenheira agrônoma de formação.
Caso a ambição declarada venha a se concretizar, a parlamentar se tornaria a primeira mulher a ocupar a presidência do Senado em toda a história da instituição.
