O Brasil registrou 24.382 focos de incêndio ao longo de setembro. O total representa retração de 13,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar do recuo no indicador, o volume absoluto de ocorrências segue elevado, com dezenas de milhares de detecções acumuladas em todo o território nacional em um único mês.
O balanço abrange o conjunto das detecções feitas ao longo de todo o mês em todas as regiões do país, e permite dimensionar a presença do fogo nos diferentes biomas brasileiros.
Amazônia concentra a maior parte das ocorrências
A Amazônia aparece como a área com maior incidência de focos no país. Foram 12.562 registros no bioma ao longo do mês, o equivalente a pouco mais da metade de todas as ocorrências contabilizadas no Brasil no período. As demais áreas do território nacional somaram, juntas, 11.820 detecções, número inferior ao verificado apenas na Amazônia. Os dados reforçam o peso do bioma nas estatísticas de queimadas do país.
Recuo na comparação anual
Os 13,6% de queda indicam que o mês teve menos detecções do que o mesmo período do ano anterior. Na prática, a variação corresponde a milhares de ocorrências a menos em relação ao balanço de setembro do ciclo anterior. Mesmo com o recuo, o total absoluto permanece na casa das dezenas de milhares, o que representa um contingente expressivo de registros para um único mês.
O que são os focos de incêndio
Os focos de incêndio são pontos de calor identificados por satélites que monitoram continuamente o território brasileiro. Cada detecção sinaliza a presença de fogo, ou de temperatura compatível com queima, em determinada coordenada. O conjunto desses registros ao longo do mês permite acompanhar a intensidade das queimadas em cada região.
O mês de setembro integra a estação seca em grande parte do país, fase em que a baixa umidade do ar e a vegetação ressecada favorecem a propagação das chamas. Por isso, os números do período costumam servir de referência para avaliar a evolução da temporada de queimadas.
Panorama de setembro
Com os números de setembro, o país soma mais um mês de monitoramento com recuo na comparação anual, mas com a Amazônia na liderança das ocorrências. O bioma respondeu por mais da metade de todos os focos detectados no território brasileiro ao longo do período, enquanto as demais regiões dividiram o restante dos registros.