A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu dar mais peso às redes sociais no segundo turno da eleição de 2026 após avaliar o desempenho obtido na primeira etapa do pleito. A mudança de rota na comunicação ocorre em um cenário em que os gastos com material impresso superaram, no primeiro turno, os recursos aplicados no impulsionamento de conteúdo digital.
Segundo dados publicados pela Jovem Pan, a campanha de Lula gastou R$ 2,69 milhões em impulsionamento digital no primeiro turno. No mesmo período, o valor destinado a material impresso chegou a R$ 6,91 milhões, mais que o dobro do montante investido nas plataformas online.
Diferença em relação ao adversário
O contraste chamou atenção ainda mais quando comparado aos números declarados pelo adversário. No mesmo intervalo, Flávio Bolsonaro declarou R$ 9 milhões em impulsionamento digital, valor mais de três vezes superior ao gasto da campanha petista na mesma frente.
De acordo com a apuração, essa distância no ambiente online foi determinante para que a estratégia de comunicação do grupo petista fosse revisada, com redefinição das prioridades para a etapa final da disputa.
Investimento abaixo do ciclo de 2022
A comparação com a eleição anterior também ajuda a explicar a decisão. Em 2022, somando primeiro e segundo turnos, a campanha de Lula havia gasto mais de R$ 25 milhões em impulsionamento digital ao longo de toda a disputa.
Em 2026, o volume aplicado até o fim do primeiro turno ficou muito aquém desse patamar. Diante desse quadro, a avaliação interna foi de que o ambiente digital precisava voltar ao centro da estratégia de comunicação da campanha.
Prioridade digital na reta final
Com a reorganização, as redes sociais passam a ocupar posição mais central no planejamento da campanha para a etapa final da disputa pela Presidência da República. O novo direcionamento vale para o período que separa os dois turnos e antecede a votação que definirá o próximo ocupante do Palácio do Planalto.
A decisão de reforçar o digital marca uma inflexão em relação ao início da campanha, quando a aposta em material impresso prevaleceu sobre a atuação nas plataformas digitais.