“Quem é contra a democracia não devia nem disputar a eleição.” A frase é de Geraldo Alckmin e marcou o domingo (4) de votação no Brasil, quando os eleitores foram às urnas para escolher os próximos ocupantes dos cargos de presidente, senador, governador, deputado federal e deputado estadual.

Defesa do regime democrático

Na avaliação de Alckmin, existe uma incompatibilidade entre rejeitar a democracia e, ao mesmo tempo, concorrer a um mandato público. Afinal, é por meio do voto, exercido livremente pelos cidadãos, que os candidatos alcançam os cargos em disputa. Para o político, portanto, quem não reconhece o valor do regime democrático não teria lugar no embate eleitoral.

Dia de votação

Neste domingo (4), os brasileiros compareceram às seções eleitorais para definir os rumos do país e dos estados. Estavam em disputa a Presidência da República, vagas no Senado Federal, os governos estaduais e as cadeiras da Câmara dos Deputados e das Assembleias Legislativas.

O pleito é um dos principais instrumentos da democracia representativa brasileira: é na urna que a população escolhe quem vai representá-la no Executivo e no Legislativo, nas esferas federal e estadual. Ao fim da apuração, serão conhecidos os nomes que ocuparão essas funções nos próximos anos.

A mensagem da declaração

Direta e curta, a frase de Alckmin sintetiza a mensagem defendida pelo político: participar da disputa eleitoral pressupõe o reconhecimento das regras democráticas que a sustentam. Quem rejeita a democracia, segundo ele, não deveria sequer apresentar seu nome ao eleitorado.

Ao associar a participação na eleição ao respeito ao regime democrático, a declaração reforça a compreensão de que as urnas constituem o caminho legítimo para a resolução das divergências políticas no país. No entendimento de Alckmin, não haveria espaço para quem nega o sistema que torna a disputa possível.

O domingo (4) ficou marcado, assim, pela conjugação de dois elementos: a ida dos brasileiros às urnas e a defesa, por parte de Alckmin, da democracia como condição para a disputa eleitoral. Ao eleitorado coube a palavra final, registrada no voto deste dia.