Apuração fora do Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a divulgar, às 17h do horário de Brasília, os resultados da votação para presidente entre os brasileiros que moram fora do país. Até as 22h, 95,85% das urnas do exterior já haviam sido contabilizadas.

O comparecimento ficou em 37,6%, com abstenção de 62,3%. Entre as 141 cidades que já tinham todos os votos apurados, Lula venceu em 79, enquanto Flávio Bolsonaro liderou em 62.

Eleitorado espalhado pelo mundo

Quase 1 milhão de brasileiros estavam aptos a votar em 186 cidades de 134 países. A maior parte do eleitorado no exterior está concentrada em países como Estados Unidos, Portugal e Japão.

Vitórias com folga

Do lado de Lula, as maiores vantagens apareceram em Damasco (89,81% dos votos), Argel (87,10%), Amã (86,21%), Berlim (81,11%), Copenhague (79%) e Istambul (70,87%).

Flávio Bolsonaro teve seus melhores percentuais em Concepción (91,43%), Ciudad del Este (89,45%) e Encarnación (86,52%), as três no Paraguai, além de Georgetown, na Guiana (81,13%), e Hamamatsu, no Japão (72,56%).

Corridas apertadas

Em Bissau, na Guiné-Bissau, houve empate: os dois candidatos somaram 45,95% dos votos, com 17 sufrágios para cada. Em Guatemala City, ambos apareceram com 27,97%.

Em Caracas, Lula levou vantagem mínima: 48,85% contra 47,71%. Na Cidade do México, Flávio Bolsonaro venceu por margem curtíssima, com 45,84% contra 45,53%. Em Bogotá, o placar foi de 47,82% a 46,49% para Flávio Bolsonaro. Em Caiena, na Guiana Francesa, a diferença foi de 47,79% contra 44,65%. Doha, Hanói e Hong Kong também registraram disputas de poucos pontos percentuais.

Onde houve mais votos

Os maiores totais de votos para Lula foram registrados em Berlim (6.504), Dublin (6.025), Barcelona (3.692), Frankfurt (3.657) e Buenos Aires (3.507). Para Flávio Bolsonaro, destacam-se Hamamatsu (4.698), Atlanta (3.276), Ciudad del Este (2.239), Faro (1.305) e Hartford (1.207).

Em Genebra, na Suíça, a disputa ficou equilibrada em números absolutos: 2.298 votos para Lula e 2.226 para Flávio Bolsonaro.