Mapa eleitoral dividido entre dois nomes

O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, supera 50% dos votos válidos no Distrito Federal e em 13 estados, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atinge o mesmo patamar em nove unidades da federação. Os números desenham um mapa eleitoral claramente regionalizado, com cada nome dominando um conjunto distinto de territórios.

Sul e Centro-Oeste ficam com o senador

Flávio Bolsonaro teve mais da metade dos votos válidos em todos os estados do Sul e do Centro-Oeste. A primeira região reúne Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; a segunda engloba Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. Somadas, são sete unidades em que o senador ultrapassa a marca da maioria absoluta — parte das 14 apontadas nos dados, contando os 13 estados e o DF.

Nordeste garante maioria a Lula

Do outro lado do mapa, o atual presidente conseguiu maioria em todos os estados do Nordeste. São nove territórios — Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia —, exatamente o total de unidades em que Lula aparece com mais de 50% dos válidos. Ou seja, todo o desempenho majoritário do petista está concentrado na região Nordeste.

A conta das unidades da federação

Em números, os dois grupos somam 22 estados com maioria definida para um dos dois nomes — 13 para Flávio Bolsonaro e 9 para Lula. Incluindo o Distrito Federal, chega-se a 23 territórios. Como o Brasil possui 26 estados, além do DF, pelo recorte apresentado restam quatro estados em que nenhum dos dois nomes teria superado a maioria absoluta dos votos válidos.

Por que a marca dos 50% pesa

O indicador de votos válidos desconsidera brancos e nulos. Na regra eleitoral brasileira, quem obtém mais da metade dos votos válidos para presidente é eleito já no primeiro turno, sem necessidade de disputa adicional. Por isso, o limite dos 50% é tratado como referência importante em levantamentos de intenção de voto: superá-lo em um território sinaliza cenário de vitória na primeira etapa da disputa.

O quadro geral reforça a percepção de um eleitorado dividido por regiões: o senador concentra seu desempenho majoritário no Sul, no Centro-Oeste e no Distrito Federal, enquanto o presidente mantém hegemonia no Nordeste. Os números divulgados não detalham, porém, os percentuais alcançados em cada território.