A Câmara dos Deputados terá três representantes indígenas a partir de 2027, um a menos do que na composição atual da Casa. A bancada, que hoje reúne quatro deputados federais, ficará com Paulo Guedes (PT-MG), Juliana Cardoso (PT-SP) e Sônia Guajajara (PSOL-SP) na próxima legislatura.

Nos estados, o resultado das urnas também teve desdobramentos: um governador indígena foi reeleito e outros quatro candidatos conquistaram vagas como deputados estaduais.

Quem foi reeleito

Paulo Guedes (PT-MG) garantiu a reeleição e iniciará o terceiro mandato como deputado federal. Juliana Cardoso (PT-SP) e Sônia Guajajara (PSOL-SP) também obtiveram novos mandatos: as duas começarão o segundo período consecutivo na Câmara. Com os resultados, os três asseguraram a continuidade dos mandatos indígenas na Casa.

Quem deixou a Câmara

Dos quatro deputados indígenas eleitos em 2022, três renovaram as cadeiras. A exceção foi Célia Xakriabá (PSOL-MG), que não obteve um novo mandato na disputa de 2026 e deixará a Câmara ao fim da legislatura atual. Foi a ausência de sua reeleição que reduziu o número de representantes indígenas na Casa de quatro para três.

Comparação com eleições anteriores

O resultado de 2026 mantém a presença indígena na Câmara acima do registrado na eleição de 2018, quando a Casa elegeu uma única deputada federal indígena: Joenia Wapichana (Rede-RR), única representante do grupo naquele mandato.

Joenia Wapichana tentou o retorno em duas oportunidades. Ela disputou as eleições de 2022 e de 2026, mas não garantiu uma nova cadeira na Câmara em nenhuma das duas disputas.

Disputas nos estados

Além das vagas federais, os estados também terão representantes indígenas no executivo e no legislativo. Um governador indígena conquistou a reeleição e seguirá no cargo pelo próximo mandato. Outros quatro candidatos indígenas foram eleitos deputados estaduais e ocuparão cadeiras nas assembleias legislativas a partir de 2027.

Com o resultado, a próxima legislatura da Câmara contará com três nomes indígenas, todos reeleitos: dois do PT e um do PSOL. A definição da nova composição da Casa encerra um ciclo de disputas marcado pela renovação de mandatos e pela tentativa, sem sucesso, do retorno de uma ex-deputada federal.