A disputa pela Presidência da República não é o único ponto da eleição capaz de mexer na vida financeira dos brasileiros. O resultado da corrida pelas cadeiras do Congresso Nacional também pode influenciar a economia, o imposto pago pelas famílias, o custo das empresas para manter funcionários e o destino de bilhões de reais enviados a estados e municípios.

Posse em 1º de fevereiro de 2027

Os deputados e senadores eleitos assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027. Eles vão encontrar uma agenda econômica dividida entre decisões já previstas e temas ainda pendentes. Em alguns casos, os novos parlamentares poderão mudar as regras em vigor. Em outros, a legislação atual continuará produzindo efeitos mesmo sem uma nova votação no Congresso.

Reforma tributária no mesmo ano

Os eleitos chegarão ao Congresso no mesmo ano em que uma etapa importante da reforma tributária começará a funcionar. Ou seja, parte do novo arranjo de cobrança de tributos no país estará em operação justamente quando deputados e senadores tomarem posse. O tema tende a exigir atenção do Legislativo ao longo do mandato.

O peso do Congresso nessas áreas é grande: cabe à Casa aprovar, alterar ou manter regras que definem quanto as famílias pagam de tributos, quanto as empresas gastam com encargos e como os recursos públicos são distribuídos pelo país.

Decisões que poderão ir à votação

Entre os assuntos que poderão ser decididos pela próxima legislatura estão três pontos sensíveis para o contribuinte e para o setor produtivo:

Limite do imposto sobre heranças: os parlamentares poderão decidir sobre o teto nacional do tributo cobrado sobre heranças.

Redução de impostos sobre a folha: os eleitos poderão analisar uma possível prorrogação da diminuição de tributos sobre a folha de salários, medida que interfere diretamente no custo das empresas para manter funcionários.

Emendas parlamentares: outra definição que caberá aos próximos congressistas é o destino das emendas parlamentares executadas em 2027.

Efeitos mesmo sem nova votação

Nem todo o impacto sobre a economia dependerá de deliberação do Legislativo. Haverá temas cuja legislação atual seguirá valendo e produzindo consequências mesmo sem que os parlamentares voltem a votar o assunto. Famílias, empresas, estados e municípios, portanto, sentirão os desdobramentos das escolhas feitas — ou não feitas — pela próxima legislatura.

O resultado das urnas para o Congresso Nacional, assim, terá consequências diretas sobre a arrecadação, o ambiente de negócios e o repasse de recursos públicos nos próximos anos.