O Ceará definiu neste domingo (4) os 46 deputados estaduais eleitos para a Assembleia Legislativa nas eleições de 2026. A disputa elegeu nomes de diferentes legendas, com destaque para candidatos do PL, do PSOL, do PSB e do PT. A escolha dos cargos legislativos segue o sistema proporcional, que distribui as vagas conforme o desempenho das legendas.

Tancredo dos Santos (PL) foi o candidato mais votado do estado, com 151.396 votos. Na sequência, aparecem Gabriel Biologia (PSOL), com 141.749 votos, e Bella Carmelo (PL), com 130.802. Juntas, as três maiores votações somam mais de 423 mil votos.

Perfil dos mais votados

Natural de Paracuru (CE) e casado, Tancredo dos Santos declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 680,9 mil. Gabriel Biologia, por sua vez, nasceu em Fortaleza (CE), também é casado e informou bens no valor de R$ 206,2 mil.

Completam a lista de eleitos nomes como Abreu Junior (PL), Romeu Aldigueri (PSB) e Liziany Medeiros (PT).

Participação nas urnas

O pleito cearense registrou 15,53% de abstenção, além de 4,74% de votos em branco e 2,88% de votos nulos.

Por que voto alto não garante vaga

Nas eleições proporcionais, um candidato pode receber mais votos que outro e, mesmo assim, ficar fora da Assembleia. Isso ocorre por causa do quociente eleitoral, mecanismo que rege a distribuição das cadeiras nos cargos legislativos. Para os cargos executivos, como o de governador, a regra é diferente: usa-se o sistema majoritário, no qual vence quem obtiver o maior número de votos.

O quociente eleitoral é calculado pela divisão do total de votos válidos pela quantidade de vagas disponíveis para o cargo em cada estado.

Para conquistar a vaga, o candidato precisa obter votação equivalente a pelo menos 10% do quociente eleitoral e estar dentro do número de assentos a que seu partido ou federação tiver direito naquele pleito. Ou seja, além do desempenho individual, o resultado coletivo da legenda pesa na hora da distribuição das cadeiras.