As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro seguem em movimento e avançam em suas estratégias, mas os respectivos comandos preferem aguardar novos diagnósticos eleitorais antes de definir como atuarão na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.
Nesta quarta-feira, o instituto Quaest divulga os números do primeiro levantamento realizado para o segundo turno. Conforme os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram entrevistadas 2.154 pessoas entre os dias 10 e 13 de outubro. A apuração tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Um dia depois da divulgação da Quaest, será a vez do Datafolha apresentar um novo diagnóstico sobre a corrida pelo comando do Planalto. No levantamento divulgado na semana passada, o filho de Jair Bolsonaro aparecia na liderança, com 49% das intenções de voto, contra 45% do petista.
Estratégias distintas no início do turno final
Nos dez primeiros dias da segunda etapa da corrida presidencial, Flávio Bolsonaro dedicou-se a garantir alianças com diversos partidos. Lula, por outro lado, realizou ajustes internos, investiu na presença digital e viu sua militância ocupar as ruas em diferentes pontos do país.
As duas frentes apostam em caminhos distintos para conquistar o eleitorado que ainda precisa se decidir. Enquanto um lado privilegia a articulação política, o outro aposta na mobilização das bases e na comunicação direta com os apoiadores.
Termômetro da disputa
O que os dois grupos pretendem verificar com as novas pesquisas é qual das estratégias adotadas até aqui mostrou-se mais eficiente na busca por votos. Os levantamentos devem funcionar como um retrato do momento e indicar se as movimentações recentes surtiram efeito junto ao eleitorado.
O time que receber más notícias dos institutos deverá promover ajustes no planejamento para tentar se aproximar de um cenário vitorioso no fechamento da campanha. Já quem aparecer fortalecido nos números tende a manter o ritmo das ações até a véspera do voto.
Com os diagnósticos em mãos, as duas equipes deverão definir os últimos passos da disputa, em um trecho considerado decisivo para a escolha do próximo presidente da República.
