A campanha do presidente Lula organiza um ato com caminhoneiros previsto para esta quarta-feira (14), em São Paulo. O objetivo é dar uma demonstração de força ao lado de uma categoria que costuma realizar mobilizações em todo o país. A previsão é que o próprio presidente participe do encontro.

A agenda integra a estratégia de aproximação com os profissionais do transporte de cargas no contexto das eleições de 2026. Segundo a articulação da campanha, o encontro deve projetar a capacidade de mobilização do petista durante o período eleitoral. O segmento tem histórico de mobilizações em rodovias de diferentes regiões do Brasil.

Para atrair o setor, o grupo pretende dar mais visibilidade às medidas implementadas pelo atual governo em favor da categoria, como o piso mínimo do frete e a ampliação dos pontos de descanso.

Piso do frete e pontos de parada

Um dos destaques deve ser a Medida Provisória editada no início do ano, que garantiu o piso mínimo do frete. A regra determina que os valores praticados no setor reflitam os custos reais da operação de transporte. O texto também estabelece punição para as empresas que descumprirem as novas normas.

Integrantes da campanha lembram ainda que foi Lula quem cumpriu a promessa de garantir mais pontos de descanso aos caminhoneiros. Em julho, o governo editou uma portaria que permitiu dobrar os pontos de parada pelo país, ampliando a estrutura disponível nas estradas. Na época, a medida foi elogiada pelo presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho.

Histórico de mobilizações

A busca por aproximação com os caminhoneiros ganha peso no cenário eleitoral. Em 2022, a categoria fechou rodovias em todo o país após a derrota do então presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas.

Com o ato desta semana, a campanha pretende reforçar o que foi feito pelo governo ao longo do mandato para trazer a categoria para perto e demonstrar força durante a disputa eleitoral.