O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) classificou como “manobra” a decisão de Anthony Garotinho (Republicanos) de desistir do recurso contra o indeferimento de sua candidatura. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (5/10).

Paes acusou o ex-governador de tentar beneficiar Douglas Ruas (PL), seu adversário no segundo turno, marcado para 25 de outubro. “A armação do Garotinho com o Douglas Ruas para o candidato vencer a eleição no tapetão”, afirmou o candidato do PSD.

Segundo Paes, sua campanha denunciava desde o início da disputa que Garotinho seria um “candidato laranja” e que teria como objetivo “tumultuar a eleição”. Em publicação nas redes sociais, o próprio candidato classificou a situação como “uma agressão sem precedentes à democracia”.

Números do primeiro turno

Ruas obteve 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Paes. Garotinho ficou em terceiro lugar, com 3,17%.

Desistência no TSE

Nesta segunda-feira, Garotinho declarou que desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão que barrou sua candidatura.

Caso o pedido seja homologado e os votos do ex-governador sejam anulados, uma nova totalização pode levar Ruas a mais de 50% dos votos válidos. Isso daria ao candidato do PL a vitória já no primeiro turno e deixaria Paes fora da nova votação.

“Hoje, um dia após a eleição, o país recebe a notícia de que o próprio Garotinho decidiu se declarar inelegível ao TSE, para os votos dele serem anulados e o Douglas Ruas ser declarado vencedor. Ou seja, impedir que o segundo turno aconteça”, disse Paes.

Ele ainda chamou o episódio de “um jogo ensaiado” e cobrou uma resposta do adversário. “Eu quero que ele responda o que ele negociou com o Garotinho para fazer essa manobra”, afirmou.

O segundo turno da disputa pelo governo do Rio de Janeiro está marcado para 25 de outubro, entre Paes e Ruas. Com a possível anulação dos votos de Garotinho, o resultado da eleição poderá ser definido antes da nova votação.