A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (14) para questionar supostas restrições impostas pela Meta, empresa controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, à distribuição de conteúdos ligados ao candidato nas redes sociais.

No documento entregue ao tribunal, a assessoria jurídica do petista sustenta que publicações favoráveis ao presidente estariam alcançando menos usuários do que o esperado nas plataformas mantidas pela companhia. A representação aponta ainda que as ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pela empresa apresentariam empecilhos à criação de imagens relacionadas ao candidato.

Suposta diferença de tratamento nas ferramentas de IA

Conforme a representação, pedidos para gerar imagens de Lula não estariam sendo atendidos pelas ferramentas da empresa. Comandos semelhantes, porém, envolvendo o candidato Flávio Bolsonaro (PL) teriam sido autorizados com normalidade, o que, segundo a campanha, evidenciaria tratamento distinto entre os nomes em disputa.

Para a assessoria, esse comportamento indicaria uma suposta “seletividade algorítmica” da companhia em favor do candidato do PL. Na petição, os advogados afirmam que a ferramenta Meta AI traria respostas favoráveis ao nome do partido mesmo quando o usuário solicitasse conteúdo associado a Lula.

Campanha cita aproximação entre Meta e Trump

O documento também faz referência à proximidade entre a Meta e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na avaliação do grupo que sustenta a candidatura petista, as restrições apontadas poderiam configurar uma forma de influência externa sobre a decisão do eleitorado brasileiro.

PT já havia levado denúncia ao TSE

O tema já é objeto de outra representação em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral. Na semana passada, o PT informou ao tribunal que identificou ao menos 255 perfis falsos utilizados para disseminar conteúdo contrário ao presidente nas plataformas da empresa.

A nova representação, protocolada nesta quarta-feira, soma-se à discussão já em curso no tribunal. O caso está sob análise do ministro Marco Aurélio Bellizze.