Os partidos PSB e PDT anunciaram, nesta quarta-feira (21), apoio formal à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados. A decisão foi divulgada por meio de nota conjunta das duas legendas.

Bloco majoritário cresce

Com a adesão do PSB e do PDT, o grupo que sustenta a candidatura de Motta passa a reunir 12 partidos, que somam, juntos, 273 cadeiras na Câmara. O número supera com folga os 257 votos necessários para vencer o pleito, que correspondem à maioria absoluta das 513 cadeiras da Casa.

Em 2025, quando foi eleito pela primeira vez ao comando da Câmara, Motta contou com o respaldo de 18 partidos. O atual bloco, portanto, ainda é menor do que a coalizão que o levou ao cargo no ano passado.

Voto secreto pesa no resultado

Apesar do tamanho do grupo de apoio, os anúncios das direções partidárias não asseguram, por si só, o resultado da eleição. Isso porque a escolha do presidente da Câmara ocorre por votação secreta, o que abre espaço para que deputados não sigam a orientação de suas siglas no momento do voto.

Justificativa das legendas

Na nota divulgada, PSB e PDT explicaram que o apoio a Motta representa um “reconhecimento aos avanços na agenda legislativa de interesse do povo brasileiro e do compromisso com as pautas prioritárias do governo do presidente Lula”.

As duas legendas ainda afirmaram que a reeleição do parlamentar paraibano contribuiria para a “estabilidade institucional” da Câmara.

Disputa pela presidência

A eleição do novo presidente da Câmara é um dos momentos mais aguardados do calendário político do Congresso Nacional, já que o comando da Casa tem papel central na tramitação das propostas do Poder Executivo e na organização da pauta legislativa.

O crescimento do bloco majoritário antes mesmo da definição formal da candidatura de Motta indica que o atual presidente parte com vantagem expressiva na disputa. Com 273 cadeiras somadas pelas 12 siglas aliadas, o grupo já ultrapassa o patamar de votos exigido para a eleição no primeiro turno.

Cabe aos partidos que integram o bloco, agora, transformar o apoio declarado em votos efetivos dentro do plenário, desafio que se repete a cada eleição de Mesa Diretora por conta do sigilo da votação.