O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (22) que a Meta, empresa controladora do Facebook, do WhatsApp e do Instagram, precisará passar por um processo de reinvenção. Segundo ele, a companhia não pode continuar agindo como se pudesse enganar a humanidade de forma constante.

‘Império digital’ será derrotado, diz presidente

Em suas declarações, Lula adotou um tom de confronto com a empresa de tecnologia e sinalizou que a disputa em curso terá um desfecho favorável ao seu lado.

“A gente vai provar agora que a gente vai derrotar o império digital. A Meta vai ter que ser reinventada porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade todo tempo. Ela já enganou muito. Agora ela vai ter que se enquadrar nos bons costumes e boas maneiras que a sociedade precisa para viver bem. A comunidade nasceu para viver em comunidade, tratar o outro, ajudar, a gente cuidar”, disse o presidente.

A fala do petista reforça a crítica de que as plataformas digitais precisam se adequar a regras de convivência consideradas necessárias pela sociedade. Ao mencionar a ideia de comunidade, Lula procurou contrapor o uso das redes a uma lógica que, segundo ele, vai contra o bem coletivo.

Disputa entre campanha e plataforma

As declarações ocorrem em meio a um embate aberto entre a campanha petista e a empresa de tecnologia. O grupo de Lula acusa a Meta de prejudicar o alcance de suas publicações nas redes sociais e, ao mesmo tempo, favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Inconformada com a atuação da plataforma, a campanha do presidente recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em mais de uma ocasião para questionar o comportamento da empresa durante o período eleitoral.

O conflito entre o petista e a dona das principais redes sociais do país vem se intensificando ao longo da disputa. De um lado, a campanha de Lula sustenta que há tratamento desigual na distribuição de seus conteúdos. De outro, a Meta se tornou alvo central das críticas do presidente, que passou a cobrar um posicionamento da empresa diante do que classifica como abusos.

Ao afirmar que a Meta terá que ser reinventada, Lula sinalizou que não pretende encerrar o confronto enquanto entender que a empresa segue agindo de maneira inadequada. Para o petista, o momento é de provar que as grandes plataformas digitais não estão acima da sociedade e precisam respeitar as regras de convivência estabelecidas coletivamente.

As declarações foram feitas nesta quinta-feira (22), em pleno período de disputa eleitoral, quando as relações entre campanhas e plataformas digitais se tornam objeto de atenção do Tribunal Superior Eleitoral, responsável por julgar as questões relacionadas à atuação das empresas de tecnologia nas eleições.