Nesta terça-feira (13), a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou no ar um canal digital destinado a receber denúncias de suposta “censura digital” vivida por apoiadores do presidente nas redes sociais.

O objetivo da página é reagir às ações das grandes empresas de tecnologia — em especial a Meta —, que, segundo o comitê, estaria derrubando postagens favoráveis a Lula ou restringindo o alcance desse tipo de conteúdo entre os usuários.

Como funciona o canal

A ferramenta foi pensada para atender quem se sentiu lesado: a própria página orienta que os prejudicados relatem o caso diretamente à assessoria jurídica da campanha.

“Se você teve conteúdos removidos, sua conta bloqueada ou sofreu restrições de alcance, publicação ou impulsionamento nas redes sociais, faça sua denúncia. Estamos reunindo denúncias para identificar possíveis irregularidades e garantir mais transparência e igualdade de condições nas plataformas digitais durante as eleições”, convoca o texto do site.

Na prática, o mecanismo funciona por meio de um botão específico em que o internauta descreve o ocorrido e apresenta detalhes do caso. Os relatos são então encaminhados pela campanha à Justiça Eleitoral, acompanhados de pedidos de providências.

Desgaste com a Meta

O atrito entre o partido e a empresa não é recente. Desde o início do processo eleitoral, o PT critica a Meta por supostamente prejudicar a presença de Lula nas plataformas digitais. A campanha chegou a acionar a companhia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Do outro lado, a Meta nega qualquer perseguição ao petista e atribui eventuais falhas na exibição dos conteúdos a problemas de natureza técnica.

Com o novo canal, a estratégia do comitê é reunir os relatos em um só lugar, identificar possíveis irregularidades e transformar as queixas em representações formais. A expectativa é pressionar por mais transparência e igualdade de condições nas plataformas digitais ao longo da disputa eleitoral de 2026.