Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) foram eleitos senadores por Pernambuco. Os dois candidatos do campo lulista superaram o bolsonarista Mendonça Filho (PL) e Eduardo da Fonte (PP) e garantiram as vagas em disputa, em desfecho que confirmou a força do grupo apoiado pelo presidente Lula no estado.
A corrida pelo Senado em Pernambuco foi marcada pelo embate entre lulismo e bolsonarismo. No fim, prevaleceram os nomes ligados ao governo federal, e o estado definiu sua representação na Casa Alta com dois parlamentares do arco de apoio a Lula.
Bancada 100% lulista
Com o resultado, Pernambuco passa a contar com uma bancada inteiramente lulista no Senado. Todas as cadeiras do estado na Casa serão ocupadas por senadores alinhados ao presidente, o que tende a reforçar a base do governo federal em votações decisivas do Congresso Nacional.
A eleição de nomes do PT e do PDT — legendas que integram o campo de sustentação do Executivo — diferencia Pernambuco de outras unidades da federação que elegeram senadores oposicionistas. O desempenho dos dois candidatos também reafirma o peso do lulismo em um dos principais colégios eleitorais do Nordeste.
Bolsonarismo sai de cena derrotado
Do lado oposicionista, a derrota alcançou os dois postulantes vinculados ao bolsonarismo. Mendonça Filho (PL), apresentado na disputa como o principal nome do campo bolsonarista, e Eduardo da Fonte (PP) não obtiveram votação suficiente para superar Arraes e Costa e ficaram fora do Senado.
O resultado representa um revés para a direita em Pernambuco, estado em que o lulismo historicamente apresenta forte desempenho eleitoral. Sem cadeiras na Casa Alta pela representação do estado, o bolsonarismo perde espaço em uma bancada que deverá atuar de forma alinhada ao Palácio do Planalto.
Reforço para o governo no Senado
Para o governo Lula, a confirmação das duas vagas por partidos aliados significa ganho político em um momento de intensa articulação no Congresso. Com a bancada de Pernambuco garantida no campo governista, o Executivo soma apoio em um Senado no qual a aprovação de medidas centrais depende de negociações com as legendas.
Do ponto de vista regional, a vitória de Arraes e Costa se soma aos resultados favoráveis ao lulismo no Nordeste e consolida a leitura de que a região segue como principal reduto de apoio ao presidente. Aos derrotados, resta reorganizar as forças oposicionistas no estado de olho nos próximos ciclos eleitorais.
