A Polícia Federal apontou que o advogado Willer Tomaz teria feito pagamentos para retirar do ar reportagens publicadas sobre ele na internet. Entre os conteúdos removidos estavam matérias descritas como “prejudiciais à imagem de Willer Tomaz na internet”, algumas das quais mencionavam sua relação com Flávio Bolsonaro, filho do presidente em exercício.
Conteúdos apontados como prejudiciais
Segundo as informações levantadas pela PF, o conjunto de materiais apagados incluía reportagens que vinculavam o nome de Tomaz a Flávio Bolsonaro. A remoção desses conteúdos teria sido motivada por pagamentos feitos para que as publicações deixassem de estar disponíveis ao público.
O tema integra o material reunido pela investigação federal, que passou a examinar a movimentação envolvendo a retirada das notícias do ambiente digital.
Defesa fala em conteúdo desatualizado
Procurada, a defesa de Willer Tomaz afirmou que a medida analisada pela Polícia Federal se refere, na verdade, a uma ação judicial sobre “conteúdo desatualizado”. Para os advogados, o procedimento questionado não teria relação com a suposta compra de silêncio da imprensa, mas com um processo comum de atualização de informações disponíveis na rede.
A manifestação da defesa foi registrada em resposta às apurações conduzidas pela corporação, que segue reunindo elementos sobre o caso.
Próximos passos da apuração
As conclusões da PF sobre os pagamentos e a identificação dos conteúdos removidos integram o conjunto de provas do inquérito. A investigação busca esclarecer quem contratou os serviços de remoção, quais veículos de imprensa foram afetados e sob quais condições as reportagens deixaram de circular.
Até a conclusão desta reportagem, não havia registro de posicionamento público de Flávio Bolsonaro sobre o assunto. A apuração segue em curso, e novos detalhes podem ser divulgados conforme o avanço das diligências da Polícia Federal.
