Última pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de 2026 chega ao público no sábado, 24 de outubro, véspera do segundo turno. O levantamento, que mede a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), trará um bloco inteiro dedicado ao debate promovido pela TV Globo, com perguntas para apontar quem foi melhor no confronto e se o duelo pesou na decisão do eleitorado.

O instituto também vai verificar se houve mudança de posição entre quem assistiu ao programa ou acompanhou a repercussão na televisão, nas redes sociais e em conversas com amigos e familiares.

Empate na última rodada

Dados divulgados nesta quinta-feira, 22, apontam empate numérico entre os dois candidatos. Em votos válidos — descontados brancos e nulos —, Lula e Flávio Bolsonaro somam 50% cada. Na rodada anterior, publicada na semana passada, o senador registrou 51% contra 49% do presidente, cenário de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos.

Em votos totais, Flávio Bolsonaro segue à frente numericamente, com 47%, contra 46% de Lula — diferença também classificada como empate técnico. Brancos e nulos somam 5%, e os indecisos, 2%.

Perguntas sobre o debate

Um dos principais blocos do questionário tratará do confronto televisionado. No dia 24, os entrevistados dirão se assistiram ao debate por completo, em parte ou se não viram a transmissão. Em seguida, apontarão, de forma espontânea, qual candidato teve o melhor desempenho — com espaço também para respostas indicando que os dois se saíram bem ou que nenhum se destacou.

A pesquisa tentará identificar ainda se o duelo alterou a escolha para a Presidência, levando em conta tanto quem viu o programa quanto quem acompanhou os desdobramentos por notícias, redes sociais ou conversas do dia a dia. Quem declarar mudança de posição será questionado sobre a intenção anterior: voto em Lula, em Flávio Bolsonaro, branco ou nulo, ou indecisão.

Como a disputa será medida

O levantamento usará duas formas de aferir a intenção de voto. Na modalidade espontânea, o eleitor cita o candidato sem que os nomes sejam apresentados previamente. Na estimulada, o Datafolha apresenta as duas opções e pergunta em quem a pessoa votaria se o segundo turno fosse naquele momento. Será possível ainda registrar voto branco ou nulo, recusa aos dois nomes ou desconhecimento sobre a escolha.

Convicção, rejeição e motivação

Quem apontar preferência por um dos candidatos será perguntado se a decisão está fechada ou se ainda admite trocar de voto na reta final. Outro bloco medirá a rejeição: para cada presidenciável, o entrevistado indicará se votará com certeza, se talvez vote ou se não votará de jeito nenhum.

O questionário investigará, ainda, o que motiva a escolha: apoio ao candidato considerado o melhor nome para ocupar a Presidência ou, principalmente, o desejo de derrotar o adversário. Também há perguntas sobre comportamento eleitoral em disputas passadas e sobre identificação com o petismo e o bolsonarismo.

Ficha técnica

A coleta será feita pelo Datafolha Instituto de Pesquisas nos dias 23 e 24 de outubro, com 4.050 entrevistas em todo o país. A margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.