O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao segundo turno das eleições de 2026 com um retrospecto perfeito nesse tipo de disputa: desde que chegou ao Planalto pela primeira vez, venceu todos os segundos turnos presidenciais que disputou. O histórico, porém, revela uma tendência clara de queda nas margens de vitória, que recuaram de mais de 20 pontos percentuais em 2006 para menos de dois pontos em 2022. Os números das eleições anteriores ajudam a dimensionar o cenário atual.

2002: a primeira vitória

Em 2002, Lula derrotou José Serra com 61,27% dos votos válidos, contra 38,73% do adversário. Aquele resultado encerrou uma sequência de três derrotas do petista em corridas presidenciais e o levou ao Planalto pela primeira vez. Foi dali em diante que se iniciou a série de triunfos em segundos turnos, que permanece intacta até os dias de hoje.

2006: reeleição com folga

Quatro anos depois, o petista conquistou a reeleição ao derrotar Geraldo Alckmin. Foram 60,82% dos votos válidos, contra 39,17% do adversário — números muito próximos aos de 2002 e uma diferença que superou a marca de 20 pontos percentuais. Na ocasião, Lula buscava a confirmação de sua força eleitoral após o primeiro mandato no comando do país.

2022: o duelo mais equilibrado

O cenário mudou drasticamente em 2022. Naquele ano, Lula venceu o então presidente Jair Bolsonaro com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% do rival. A vantagem foi de pouco mais de 2,1 milhões de votos, o equivalente a menos de dois pontos percentuais — um contraste evidente com as folgas registradas nas duas eleições anteriores.

2026: quinto segundo turno

Em 2026, Lula participa do quinto segundo turno presidencial de sua carreira. O adversário é Flávio Bolsonaro, contra quem o petista chega depois de encerrar a primeira votação com 45,16% dos votos válidos. O novo duelo definirá se a série invicta em segundos turnos será mantida.

Os números compõem um retrato claro: três vitórias em três segundos turnos disputados desde a primeira chegada ao Planalto, com margens que encolheram de mais de 20 pontos em 2006 para menos de dois pontos em 2022. Em 2026, o desafio será repetir o retrospecto diante de um adversário diferente.