Quando a eleição presidencial vai para a segunda rodada
A disputa pela Presidência da República segue para uma etapa extra sempre que nenhum candidato consegue mais da metade dos votos válidos no primeiro pleito. Na prática, isso significa que seria necessário superar a casa dos 50% para selar a vitória já na primeira votação. Brancos e nulos ficam fora dessa conta, já que o percentual é calculado somente sobre os votos válidos.
Se a maioria não é alcançada por nenhum dos postulantes, as duas candidaturas mais bem posicionadas avançam para a fase decisiva. Nela, o eleitor escolhe entre esses dois nomes — a urna apresenta apenas os finalistas — e conquista o cargo quem somar a maioria dos votos válidos.
Regra em vigor desde o fim dos anos 1980
O mecanismo do segundo turno foi utilizado pela primeira vez na eleição presidencial direta de 1989, realizada já sob as regras da Constituição de 1988. De lá para cá, somente dois pleitos dispensaram a etapa final: os de 1994 e de 1998, quando o vencedor foi definido ainda na primeira rodada.
O cenário de 2026
Na eleição deste ano, o primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro na liderança, com 47,03% dos votos válidos, e Lula na sequência, com 45,16%. Como nenhum dos dois cruzou a barreira da maioria, a definição do próximo ocupante do Planalto ficou para a segunda votação.
O que muda para o eleitor
Com o campo reduzido a dois postulantes, a decisão do eleitorado se concentra nos finalistas da primeira etapa. Quem comparecer às urnas no dia da nova votação terá diante de si apenas as duas opções restantes na corrida presidencial, e o mais votado entre elas assume o mandato.
Data e horário
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. As urnas ficarão abertas das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Assim, a eleição de 2026 se estende até o dia 25 de outubro, quando o eleitorado define, entre os dois finalistas, o próximo presidente do país.