Rio Vermelho, em Minas Gerais, registrou a maior taxa de abstenção do primeiro turno das eleições de 2026: 40,09% dos eleitores não compareceram às urnas neste domingo (4), o equivalente a 4.079 ausentes, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O município também ocupava o primeiro lugar no primeiro turno de 2022, quando o índice atingiu 40,56%. Na comparação entre os dois pleitos, houve queda de 0,47 ponto percentual.
Minas Gerais concentra oito das dez cidades com os maiores índices de abstenção em 2026. As outras duas são Anhanguera (GO) e Barcelos (AM).
A abstenção corresponde ao não comparecimento às urnas. O levantamento leva em conta a proporção de ausentes em cada município, e não o número absoluto de eleitores que deixaram de votar.
As dez maiores taxas
Todas as dez cidades listadas já tiveram 100% das seções apuradas. O ranking nacional, porém, ainda pode sofrer alterações com a conclusão da apuração nos demais municípios. Confira as maiores taxas e a variação em relação a 2022:
Rio Vermelho (MG): 40,09% em 2026, contra 40,56% em 2022 — queda de 0,47 ponto percentual.
Santo Antônio do Itambé (MG): 39,55% em 2026, contra 40,39% em 2022 — queda de 0,84 ponto percentual.
Serra Azul de Minas (MG): 38,71% em 2026, contra 36,73% em 2022 — alta de 1,98 ponto percentual.
Santa Maria do Suaçuí (MG): 37,72% em 2026, contra 36,26% em 2022 — alta de 1,46 ponto percentual.
Chapada do Norte (MG): 37,25% em 2026, contra 38,40% em 2022 — queda de 1,15 ponto percentual.
Anhanguera (GO): 37,11% em 2026, contra 26,61% em 2022 — alta de 10,50 pontos percentuais.
Jenipapo de Minas (MG): 37,08% em 2026, contra 37,64% em 2022 — queda de 0,56 ponto percentual.
Barcelos (AM): 36,70% em 2026, contra 35,97% em 2022 — alta de 0,73 ponto percentual.
Novo Cruzeiro (MG): 36,46% em 2026, contra 39,34% em 2022 — queda de 2,88 pontos percentuais.
Materlândia (MG): 36,33% em 2026, contra 37,10% em 2022 — queda de 0,77 ponto percentual.
O que mudou desde 2022
Apesar de concentrarem as maiores taxas de abstenção em 2026, seis das dez cidades registraram queda em relação ao pleito anterior. As outras quatro tiveram aumento.
A maior alta ficou com Anhanguera (GO): o índice saltou de 26,61% para 37,11%, uma diferença de 10,50 pontos percentuais. O número de ausentes subiu de 327 para 645.
Também cresceram as taxas em Serra Azul de Minas (MG), com alta de 1,98 ponto percentual; Santa Maria do Suaçuí (MG), com avanço de 1,46 ponto; e Barcelos (AM), com elevação de 0,73 ponto.
No sentido oposto, Novo Cruzeiro (MG) apresentou a maior redução do grupo: a taxa recuou de 39,34% para 36,46%, queda de 2,88 pontos percentuais. O total de eleitores que não votaram passou de 9.775 para 9.102.
Rio Vermelho (MG) e Santo Antônio do Itambé (MG) mantiveram, respectivamente, a primeira e a segunda posições do ranking de 2022, mesmo com a redução dos índices.
Cinco municípios aparecem entre os dez primeiros nas duas eleições: Rio Vermelho (MG), Santo Antônio do Itambé (MG), Chapada do Norte (MG), Jenipapo de Minas (MG) e Novo Cruzeiro (MG).
Como foi feita a comparação
Os dados municipais da apuração de 2026 foram cruzados com a base de resultados do primeiro turno de 2022 disponibilizada pelo TSE.
Para 2022, foram considerados os registros da eleição presidencial, com a soma dos ausentes e dos eleitores aptos das zonas eleitorais de cada município. A taxa foi obtida pela divisão do total de abstenções pelo eleitorado apto, multiplicada por 100.
O ranking foi ordenado pelas taxas de 2026, e a comparação mostra como o índice evoluiu nas mesmas cidades desde 2022.
