Lula compara disputa a jogo de truco e critica Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (21) que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) “trucou” ao estabelecer condições para a quebra de sigilo. Segundo o petista, o adversário “não tem nenhuma carta boa, só tem mentira”.

A declaração foi feita durante ato de campanha realizado em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

“Essa semana eu pedi para o Flávio abrir sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentiras e trucou 6. Eu vou meter um 9 na cara dele amanhã. Vou meter um 9. Ele não tem nenhuma carta boa, só tem mentira. As cartas dele são todas falsas. Eu tô com zap, sete copas, espada e ouro. E ainda tenho três de reserva. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar como mineiro”, declarou Lula.

Disputa por quebra de sigilo

O episódio se refere ao embate entre os dois candidatos em torno da abertura de sigilos fiscaleis e bancários, tema que ganhou destaque na campanha presidencial. Lula afirmou ter pedido ao senador que autorizasse a divulgação de seus dados sigilosos, e classificou a resposta do adversário como uma tentativa de impor condições ao processo — atitude que comparou à truco, jogo de cartas tradicional no qual os jogadores podem aumentar a aposta ou recusá-la.

Ao usar o vocabulário do jogo, o presidente sugeriu que tem vantagem na disputa. Ao mencionar cartas como o “zap” e o “sete copas”, as mais fortes do truco, Lula indicou que estaria preparado para responder ao que chamou de “mentiras” do senador, dizendo ainda dispor de “três de reserva” — em referência a argumentos ou informações adicionais que pretende usar.

Cenário da campanha em Minas Gerais

O ato em Belo Horizonte faz parte da agenda de campanha de Lula em Minas Gerais, estado historicamente decisivo nas disputas presidenciais. O tom de provocação adotado pelo petista reflete o clima de acirramento entre os candidatos no período eleitoral.

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, disputa a Presidência e tornou alvo dos ataques do presidente após o tema da quebra de sigilo entrar na pauta da campanha. Até a publicação desta matéria, não havia registro de nova resposta do senador às declarações feitas pelo petista em Minas Gerais.

A troco de farpas em torno da transparência dos dados patrimoniais e fiscais dos candidatos deve seguir como um dos eixos do embate eleitoral, com ambos os lados usando o tema para questionar a conduta do adversário diante do eleitorado.