O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deverá receber na próxima terça-feira (13) os relatórios da Polícia Federal (PF) que trazem menções a integrantes da Corte no âmbito do caso Master.
A solicitação do material foi feita por Fachin ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, durante a confirmação de uma reunião que havia sido pedida pelo próprio delegado. Em ofício encaminhado ao órgão, o presidente da Corte deixou claro que nenhum fato ou pessoa deve ficar fora da apuração.
Segundo o documento, os relatórios citam, em diferentes graus, pelo menos seis dos dez ministros do Supremo ou seus parentes. As menções, no entanto, não se limitam ao STF: os documentos também fazem referências a integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Apuração em andamento
A entrega dos relatórios representa um novo capítulo na investigação ligada ao caso Master, que ganhou repercussão após a identificação de nomes de autoridades e parentes de magistrados em documentos produzidos pela PF.
A postura adotada por Fachin sinaliza que a Corte acompanha de perto os desdobramentos do inquérito e que não pretende restringir o alcance das apurações, independentemente dos nomes envolvidos. O ofício enviado à direção-geral da PF reforça essa posição ao determinar que nada e ninguém fique fora do alcance das investigações.
Com o recebimento do material previsto para terça-feira, os ministros citados nos relatórios poderão ter acesso ao conteúdo e, a partir daí, decidir sobre eventuais providências, como a apresentação de esclarecimentos ou a solicitação de medidas no âmbito do processo.
O caso segue sob acompanhamento do próprio Supremo, que concentra as decisões relacionadas às investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado na Corte.
