A inteligência artificial da Meta, assistente disponível no WhatsApp, recusou-se a gerar uma imagem de Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal. Acionada para criar a imagem do petista, a ferramenta respondeu que “não consegue” realizar a tarefa.
O episódio envolve a Meta IA, recurso de inteligência artificial generativa incorporado ao aplicativo de mensagens. A ferramenta permite que os usuários façam perguntas e solicitem a produção de textos e imagens dentro da própria conversa, sem a necessidade de recorrer a plataformas externas.
Bloqueios para pessoas reais
Ferramentas de geração de imagens por inteligência artificial costumam aplicar restrições quando o pedido envolve pessoas reais — sobretudo figuras públicas e políticos. A cautela busca reduzir riscos como a produção de deepfakes, conteúdos manipulados que simulam a aparência ou a voz de alguém com o objetivo de enganar o público.
Na resposta registrada, a Meta IA limitou-se a indicar a impossibilidade de atender à solicitação feita sobre o candidato do PT no Distrito Federal.
O que é a Meta IA
A Meta IA é o assistente de inteligência artificial da Meta, empresa controladora do WhatsApp, do Facebook e do Instagram. Integrado ao campo de conversas do WhatsApp, o recurso responde a perguntas e pode criar textos e imagens a partir de comandos escritos pelos usuários.
Inteligência artificial e eleições
O uso de inteligência artificial em períodos eleitorais é tema sensível no Brasil. A Justiça Eleitoral estabeleceu restrições à tecnologia em campanhas, com vedação de conteúdos manipulados para prejudicar ou favorecer candidatos — a chamada proibição de deepfakes eleitorais — e com exigência de identificação de materiais sintéticos ou alterados por esses recursos.
A recusa registrada no Distrito Federal ocorre, portanto, em um contexto de maior cautela das empresas de tecnologia em relação às eleições. Plataformas do setor têm adotado políticas para evitar que seus sistemas sejam utilizados na criação de material enganoso sobre candidatos e sobre o próprio processo eleitoral.
O caso ilustra ainda os limites práticos dos assistentes de IA generativa: embora cada vez mais presentes na rotina dos usuários brasileiros por meio do WhatsApp, os recursos operam sob filtros que podem impedir determinadas solicitações, como a geração de imagens de pessoas reais em contexto político.