Disputa pelo governo do Amazonas segue para o segundo turno
A eleição para o governo do Amazonas terá decisão em segundo turno. Os dois candidatos mais votados no primeiro turno — o senador Omar Aziz (PSD), aliado de Lula, e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL), nome identificado com o bolsonarismo — voltarão às urnas para decidir quem comandará o estado pelos próximos quatro anos.
Com 98,66% das urnas apuradas, Aziz contabilizava 824.922 votos, o equivalente a cerca de 40% dos votos válidos. A candidata do PL aparecia na segunda colocação e, com esse resultado, assegurou a vaga na etapa decisiva. Como a totalização ainda não havia sido concluída, os números poderiam sofrer pequenas alterações até a apuração final.
Por que há segundo turno
Pela legislação eleitoral brasileira, estados com mais de 200 mil eleitores exigem que um candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos — mais da metade — para ser eleito governador já no primeiro turno. Como nenhum dos postulantes atingiu esse patamar no Amazonas, os dois nomes mais votados avançaram para a fase final da disputa.
Nessa etapa decisiva, vence quem obtiver a maior votação entre os dois concorrentes, independentemente do percentual alcançado. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo.
Quem são os finalistas
Omar Aziz é senador pelo Amazonas e disputa o comando do Executivo estadual pelo PSD. O parlamentar chega ao segundo turno como o mais votado do primeiro turno e entra na decisão como aliado de Lula.
Maria do Carmo Seffair é empresária e concorre pelo PL. A candidata, identificada com o bolsonarismo, garantiu a segunda posição na votação e segue viva na disputa pelo governo do estado.
Próximos passos
Confirmado o segundo turno, as duas campanhas retomam as ações de mobilização nas ruas e na internet, além da articulação com lideranças regionais. Parte da estratégia dos dois lados deve ser a busca pelos eleitores das candidaturas eliminadas na primeira etapa.
O vencedor assumirá o comando do Amazonas, maior estado do Brasil em extensão territorial, no início do próximo ano, para um mandato de quatro anos. Até lá, Aziz e Seffair devem intensificar as agendas de campanha pelo estado.
