O primeiro turno das eleições de 2026 definiu o duelo do segundo turno pela Presidência da República entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). O pleito também elegeu 21 governadores, 513 deputados federais e 54 senadores. Entre os vencedores — e também entre os derrotados — estão integrantes de famílias tradicionais da política brasileira, que mais uma vez colocaram sua influência à prova nas urnas.
O pleito deste ano registrou a candidatura de mais de 60 políticos ligados a grupos familiares com histórico de atuação na política nacional ou, ainda, de candidatos que tinham pelo menos um parente disputando cargo eletivo no mesmo ano. A lista reúne sobrenomes consagrados e agremiações que chegaram há menos tempo ao centro do debate público.
Sobrenomes tradicionais testam popularidade
Grupos com histórico consolidado na vida pública mediram forças junto ao eleitorado. É o caso dos Barbalho, no Pará; dos Calheiros e dos Lira, no Amapá; e dos Sarney, no Maranhão. Os Arraes também figuraram entre as famílias tradicionais presentes na disputa de 2026.
Novas dinastias à prova
Famílias de ascensão política mais recente também submeteram sua popularidade ao voto. Os Bolsonaro tiveram candidatos em três estados e ainda marcaram presença na corrida presidencial, com Flávio Bolsonaro classificado para a decisão contra Lula. No Maranhão, os Maranhãozinho igualmente testaram sua força eleitoral.
Força dos casais
Os laços familiares também apareceram entre casais: três governadores conseguiram eleger as próprias esposas no pleito de 2026. O dado ilustra como os vínculos de sangue e as relações conjugais seguem presentes na composição do poder eleito.
Equilíbrio entre vitórias e derrotas
O primeiro turno desenhou um quadro dividido para os grupos familiares. Há representantes dessas famílias entre os eleitos para os governos estaduais, a Câmara dos Deputados e o Senado, mas também entre os candidatos que não obtiveram votos suficientes. A definição do próximo presidente da República ficará para o segundo turno, no confronto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
