O eleitorado do Pará foi às urnas neste domingo (4) e definiu os 41 deputados estaduais que vão integrar a Assembleia Legislativa do estado no próximo mandato. A disputa proporcional das Eleições 2026 confirmou a força do MDB, partido que elegeu os dois nomes mais votados.
Chamonzinho (MDB) encerrou a apuração na liderança, com 115.434 votos. O segundo lugar ficou com Dr Sipriano Ferraz (MDB), que recebeu 103.401 votos. Gustavo Sefer (PSD) completou o grupo dos três mais votados, com 100.026 sufrágios. A diferença entre o líder e o terceiro colocado foi de 15.408 votos.
Perfil dos líderes da votação
Mais votado entre os 41 eleitos, Chamonzinho é natural de Marabá (PA) e é casado. Conforme registro apresentado à Justiça Eleitoral, o candidato declarou patrimônio de R$ 8,7 milhões.
Dr Sipriano Ferraz nasceu em Belém (PA), é casado e soma R$ 1,9 milhão em bens declarados.
Também conquistaram mandato na casa legislativa, entre outros, Cilene Couto (MDB), Lanuzia Cunha (PL) e Thiago Araujo (União Brasil).
Participação nas urnas
Os números da apuração no estado apontam abstenção de 19,10%, o equivalente a quase um em cada cinco eleitores que não compareceu ao pleito. Entre os votos depositados, 2,98% foram em branco e 1,69%, nulos.
Por que mais votos não garantem a cadeira
Um candidato a deputado estadual pode receber mais votos que um concorrente e, ainda assim, ficar de fora da Assembleia. A explicação está no quociente eleitoral, mecanismo do sistema proporcional adotado nessas disputas — diferente do que ocorre nos cargos executivos, em que vale a regra majoritária.
Na prática, o quociente eleitoral é obtido pela divisão dos votos válidos pelo número de vagas em disputa em cada estado. É esse cálculo que determina quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito a preencher.
Para se eleger, portanto, o candidato precisa alcançar votação equivalente a, no mínimo, 10% do quociente eleitoral e estar dentro do número de vagas a que sua legenda ou federação faz jus na eleição.
