O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o congelamento de dívidas defendido por Flávio provocaria um calote geral de R$ 3 trilhões. Na avaliação do ministro, a medida não representaria alívio pontual para os devedores, mas um rombo de proporções históricas, capaz de paralisar um dos principais motores da economia: o crédito.
A declaração foi feita em meio à campanha e serve também como defesa das medidas de Lula. Para Durigan, o contraste é direto: de um lado, o plano do governo; de outro, uma proposta que, na prática, significaria deixar de pagar.
Calote de R$ 3 trilhões
O número citado por Durigan dá a dimensão do risco apontado. Um calote geral de R$ 3 trilhões significaria, na prática, a suspensão em larga escala dos pagamentos de dívidas. Não se trataria de um descumprimento isolado, e sim de um rombo coletivo, capaz de atingir credores de todos os portes ao mesmo tempo.
Na lógica apresentada pelo ministro, congelar as dívidas equivale a interromper o fluxo de recursos que chega a bancos, financeiras e demais credores. Sem esse dinheiro circulando, a capacidade de emprestar encolhe na mesma medida. O resultado final, segundo Durigan, seria o travamento do crédito, com efeitos que se espalhariam por toda a economia.
Crédito travado
O alerta sobre o crédito é o coração do argumento de Durigan. O raciocínio é direto: ao suspender os pagamentos, a medida multiplicaria a inadimplência e reduziria a disposição das instituições financeiras de emprestar. Sem crédito, ficam comprometidos desde o financiamento de um imóvel até o capital de giro de uma pequena empresa — recursos dos quais famílias e negócios dependem no dia a dia.
Defesa das medidas de Lula
No mesmo movimento, Durigan defendeu as medidas de Lula durante a campanha. A defesa funciona como contraponto direto ao congelamento: enquanto a proposta de Flávio seria, na visão do ministro, um atalho para o calote, a agenda do governo é apresentada como alternativa para preservar o crédito.
Ao quantificar o risco em R$ 3 trilhões e apontar Flávio como responsável pela proposta, Durigan transforma o congelamento de dívidas em peça central do debate econômico da campanha — e reafirma a aposta do governo nas medidas de Lula como alternativa ao congelamento.