O Vasco venceu o Boca Juniors nesta terça-feira (13/10), em jogo válido pela ida das semifinais da Copa Sul-Americana. O triunfo, conquistado em plena La Bombonera, palco do clube argentino, tem valor histórico: colocou o time brasileiro em uma lista muito restrita de visitantes que conseguiram ganhar do adversário em duelos eliminatórios no estádio bonarense.
Com o resultado, o Cruz-Maltino tornou-se apenas o quarto clube brasileiro a derrotar o Boca na Bombonera em mata-mata. O número evidencia o tamanho do obstáculo superado pela equipe, que precisou lidar com um dos ambientes mais hostis do futebol sul-americano para sair de campo com a posição nas semifinais encaminhada.
Feito raro para clubes do Brasil
A La Bombonera é reconhecida como um dos palcos mais difíceis para equipes visitantes no continente. A proximidade entre a torcida e o campo, o clima de pressão constante e a tradição do Boca Juniors em competições internacionais transformam a casa do time argentino em um obstáculo de grandes proporções para qualquer adversário.
Para os clubes brasileiros, a tarefa se mostra ainda mais complexa em duelos eliminatórios, nos quais o resultado define o destino de cada lado no confronto e os erros custam a classificação. É nesse contexto que a vitória do Vasco ganha contornos históricos: até esta terça, somente três equipes do Brasil haviam conseguido bater o Boca em jogos de mata-mata realizados na Bombonera.
Superar o Boca Juniors, um dos clubes mais tradicionais da Argentina e do futebol sul-americano, serve como termômetro para qualquer equipe. Fazer isso dentro da Bombonera, em jogo eliminatório, eleva ainda mais o grau do feito alcançado pelo representante brasileiro.
Vantagem na disputa pela final
Além do valor simbólico, o resultado tem peso prático na disputa por uma vaga na decisão da Sul-Americana. Vencer fora de casa no jogo de ida deixa o Vasco em posição confortável: o Cruz-Maltino chegará ao confronto de volta podendo decidir a classificação em seus domínios, diante de sua torcida.
Para o Boca Juniors, restará a missão de reverter o quadro atuando como visitante. O time argentino precisará de uma atuação de alto nível em solo brasileiro para carimbar o passaporte para a decisão e seguir vivo na disputa do título continental.
O jogo de volta definirá o finalista da Sul-Americana. Até lá, o Vasco pode celebrar um dos resultados mais expressivos já conquistados pelo clube em torneios internacionais — uma vitória que, além de aproximar o grupo da decisão, inscreveu seu nome em uma seleta lista da história do futebol brasileiro fora do país.