A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) não conseguiu se reeleger nas eleições deste ano e, quatro dias após o primeiro turno do pleito, exonerou oito servidoras do gabinete que mantém na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Os atos de dispensa foram publicados no Diário Oficial.
Embora tenha sido derrotada na disputa eleitoral, a parlamentar continua no exercício da função pública. O mandato atual segue válido até 31 de janeiro de 2027, o que garante à deputada a prerrogativa de administrar sua equipe nos meses finais do trabalho legislativo.
Comunicação e justificativa
De acordo com Ronaldo Schildberg, assessor especial parlamentar da deputada, as oito funcionárias foram avisadas da decisão de dispensa na quinta-feira (8 de outubro), poucos dias depois da apuração dos votos do primeiro turno.
O assessor justificou as demissões como parte de uma reformulação estrutural do gabinete, decorrente do resultado das urnas. “É prerrogativa da deputada nomear e exonerar”, afirmou Schildberg, ao comentar a decisão da parlamentar.
Composição da equipe
Com as saídas anunciadas, a equipe de Valéria Bolsonaro passou a reunir 18 servidores. O número fica abaixo do limite estabelecido pela Alesp, que autoriza até 23 cargos em comissão por deputado estadual.
Desde o primeiro turno da eleição, a deputada havia admitido seis novos servidores para o gabinete, segundo informações da coluna Painel, da Folha.
Desempenho nas urnas
Valéria Bolsonaro está em seu segundo mandato como deputada estadual. Em 2022, foi reeleita com 131.557 votos. Neste ano, o desempenho foi bem diferente: obteve 51.274 votos e ficou na condição de suplente, fora da faixa dos eleitos.
Casada com um primo de segundo grau do ex-presidente Jair Bolsonaro, a parlamentar iniciou a carreira política tendo o aliado como principal referência de sua trajetória.
As exonerações marcam o início da reorganização da estrutura do gabinete em um período de transição, já que a atual legislatura na Alesp se encerra em janeiro de 2027.