O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que classificar as facções criminosas como organizações terroristas não vai resolver o problema da criminalidade no país. Para ele, o caminho está no fortalecimento das ações de combate ao crime organizado.

Na avaliação do vice-presidente, a prioridade deve ser ampliar as investigações e as prisões ligadas às facções, em vez de apostar na mudança de tipificação penal como solução para o avanço dessas organizações.

Alckmin também descartou a possibilidade de operações dos Estados Unidos contra facções criminosas em território brasileiro. A declaração responde a discussões sobre uma eventual atuação direta de forças estrangeiras no combate ao crime organizado no Brasil.

A posição do vice-presidente se insere em um debate em curso sobre como o país deve lidar com o poder das facções, que atuam tanto no tráfico de drogas quanto em outras atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional.

Para setores que defendem a classificação das organizações criminosas como terroristas, a medida daria mais instrumentos legais ao Estado. Alckmin, no entanto, sinalizou que entende ser insuficiente mudar o rótulo jurídico das facções sem atacar de forma mais ampla as estruturas dessas organizações.

A defesa da ampliação de investigações e prisões reforça a linha de que o enfrentamento ao crime organizado deve passar pelo trabalho das forças policiais e do sistema de justiça, com mais capacidade apuratória e menos ênfase em mudanças de nomenclatura legal.

Ao descartar operações estadunidenses no Brasil, o vice-presidente também reforçou que a resposta ao problema das facções cabe às instituições brasileiras, sem necessidade de intervenção de agentes de outros países em território nacional.