Os resultados da pesquisa Quaest, que apontam empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na corrida presidencial de 2026, provocaram reações distintas nos dois campos. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (21), também registrou queda na rejeição ao presidente da República.

Alerta no bolsonarismo

Na campanha de Flávio Bolsonaro, os números foram recebidos com minimização. Aliados do senador atribuem o desempenho do adversário às chamadas “fake news” difundidas pelo PT ao longo dos últimos dias.

A principal preocupação do grupo é a queda na rejeição a Lula, que passou de 53% para 47%. Segundo avaliação de aliados, a estratégia petista de sugerir que Flávio pretende acabar com programas sociais, sobretudo o Bolsa Família, surtiu efeito junto ao eleitorado.

Por esse motivo, integrantes da campanha defendem que o time do bolsonarista reaja com rapidez e rebata as informações consideradas falsas. A leitura interna é de que a intensidade dos ataques tem sido forte e influencia diretamente a decisão do eleitor ainda indeciso.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), procurou relativizar o impacto do levantamento. Para ele, as oscilações ficaram dentro da margem de erro, o que considera normal no período.

“Nosso tracking permanece estável. Temos que manter o foco da campanha, que está linda nas ruas de todo Brasil. O Flávio está trabalhando muito, fazendo tudo o que ele pode, estamos confiantes”, declarou o parlamentar.

Animação no PT

Do outro lado, a campanha de Lula recebeu os dados com alívio e entusiasmo. Petistas avaliam que a tendência apontada pela pesquisa representa uma chance real de virada no segundo turno.

A orientação interna é manter a estratégia adotada desde o resultado do primeiro turno, que explora o temor em relação a um eventual governo Flávio Bolsonaro.

Os petistas comemoraram de forma especial a queda na rejeição ao ex-presidente, movimento que ocorreu além da margem de erro. Vale destacar que a rejeição dos dois candidatos diminuiu no levantamento: a de Flávio Bolsonaro recuou de 54% para 52%.

Com o cenário de empate técnico confirmado também por outros institutos, as duas campanhas devem intensificar as ações de rua e a disputa narrativa nas redes sociais até o dia do segundo turno.